sábado, 21 de abril de 2012

A saga do DR. Marcelo

Coragem em meio ao horror e destruição de vidas"

O relato da história do Dr. marcelo feita pelo Domingo Espetacular  foi  algo comovente e verídico.
 O tema foi abordado de maneira clara de modo a revelar a verdadeira realidade do mundo do crac.
A realidade vai muito além do que já conhecíamos em outras reportagens. a reportagem foi uma maneira clara de dar voz aos excluidos.
O relato dos moradores da cracolândia é tocante. Dr. Marcelo  mergulhou de cabeça naquela realidade cruel e desumana , e viu ali "gente, ao invés de "bichos" esquecidos pela sociedade .
Em várias situações arriscou a vida, mas aos poucos conquistou a confiança de usuários e traficantes. Conquistada a confiança, passou a visitar os doentes escondidos em cubículos dentro das ruinas. Um cenário desolador

Conheçam uma síntese da historia..
 
por Conceição Lemes


No último domingo, o Domingo Espetacular, da TV Record, apresentou uma reportagem especialíssima sobre crack, como nunca você viu: Dr. Marcelo – O Diário do Inferno. Seu cenário, a região do bairro da Luz, que ficou conhecida como Cracolândia.
Esqueça os lugares-comuns das matérias já feitas sobre o tema: câmeras escondidas flagrando “doidões”, usuários tratados como vagabundos, bandidos, criminosos, rostos e vozes camuflados, para não serem identificados…
Em vez disso, dependentes químicos de crack há anos, com nome, sobrenome, à luz do dia, relatando as atrocidades a que são submetidos por policiais civis e militares e guardas metropolitanos. Também falando, com lucidez gritante, do descaso, preconceito e desumanidade com que são tratados inclusive por profissionais de saúde, incapazes de perceber a tragédia humana, social e sanitária dessas pessoas, tratadas pior do que bichos.
O fio condutor é o diário do doutor Marcelo dos Santos Clemente. Um jovem de origem humilde, pai alcoólatra e que, aos 14 anos de idade, viu sua mãe ser tirada de casa numa camisa-de-força, para ser internada num manicômio. Estudante de escola pública, aos 21, entrou na faculdade de medicina mais concorrida do Brasil – a USP. Aos 26, formou-se médico e escolheu trabalhar diretamente com usuários de crack, num dos lugares mais degradados da cidade de São, a Cracolândia.  Um verdadeiro inferno. Trabalhou aí de agosto de 2010 a abril de 2011. Morreu, subitamente, aos 27 anos. Era casado com Natacha, também estudante de medicina, e pai do Laos, um garotinho hoje com 5 anos de idade.

 
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2 comentários:

  1. Homem forte, cheio de força e garra, pena seu final assim! beijos,chica

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  2. Que a história dele sirva de exemplos a nós todos, Edite...

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