sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sobre a abstinência de carne e o jejum

" De nada vale o jejum e a abstinência se não for acompanhado de gestos de piedade, caridade e amor ao próximo..."

A Igreja orienta a abstinência de carne, mas também abre possibilidades para outras práticas de mortificações, desde que sejam motivadas por um verdadeiro ato de conversão, de que isso leve o praticante a melhorar sua vida espiritual, aproximando-o mais de Deus e dos irmãos. Não podemos esquecer que, “a conversão se realiza na vida cotidiana por meio de gestos de reconciliação, cuidado dos pobres, do exercício e da defesa da justiça e do direito (cf. Am 5, 24; Is 1, 17), pela confissão das faltas aos irmãos, pela correção fraterna, pela revisão de vida, pelo exame de consciência, pela direção espiritual, pela aceitação dos sofrimentos, pela firmeza na perseguição por causa da justiça. Tomar sua cruz de cada dia, e seguir Jesus é o caminho mais seguro da penitência (cf. Lc 9,23)[10]. Em conformidade com a legislação eclesiástica, “a abstinência pode ser substituída pelos próprios fiéis por outra prática de penitência, caridade ou piedade, particularmente pela participação nesses dias na Sagrada Liturgia”[11]

 Eis o que São Francisco dizia sobre o jejum e abstinência:
“Devemos também jejuar e nos abster dos vícios e dos pecados e do supérfluo no comer e no beber” (2 CtFi 32)[13]. No pensamento de Francisco o jejum também tem valor enquanto é meio, ou pelo menos ajuda, no processo de conversão que, por sua vez, é vitória do Senhor sobre o espírito do próprio eu. “O objetivo do jejum é treinar o homem para dizer não a si mesmo, para estar, de alguma maneira, livre de todo impedimento e assim poder dizer sim a Deus e às exigências do reino”[14].

Um comentário:

  1. Olá Edite!
    Vim retribuir a visita,e adorei conhecer seu blog.
    Que Deus te ilumine sempre.
    Grande abraço
    se cuida

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