segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Falando sobre civilidade


De acordo com o dicionário civilidade vem a ser: a- um conjunto de formalidades que regem o procedimento dos indivíduos dentro da sociedade.  b - Cortesia, urbanidade, polidez.
Traduzindo numa só palavra: educação.
No mundo caótico de hoje, a correria do dia a dia muitas vezes faz com que o cidadão peque pela pressa e egoísmo, esquecendo certos gestos de civilidade que tornariam não só seu dia mais leve como também colaboraria no bem estar do próximo.
Nada mais irritante que as buzinações desnecessárias no trânsito. Quem buzina está no auge de seu estresse, a paciência esgotada. E desrespeita seu semelhante que é obrigado a conviver com esse ato deselegante e mal educado.  Quando ainda não temos que ouvir os xingamentos de praxe de alguns motoristas. E tudo por tão pouco.
E como classificar quem finge desconhecer a lei do silêncio? Ignora seu semelhante. Invade sua privacidade. Se você tem um bom som no seu carro, ouça você em volume que não perturbe toda vizinhança. A Lei do Silêncio funciona após as 22horas. Mas isto não significa que nas tardes de sábado ou domingo você está liberado para desfilar pelas ruas da cidade com o som no último volume.  E pior, não se trata de música. Apenas um batidão: Tum, Tum, Tum...Que fura os tímpanos e tira do sério até o cidadão mais pacífico.
O que nos leva a perguntar qual a origem de tal indivíduo. Teria ele uma família estruturada? Escolaridade? Religiosidade? Conhece os princípios de civilidade que regem uma sociedade? Seria tão egoísta a ponto de se preocupar somente com o próprio prazer? E onde está a lei que não coloca ordem nesta bagunça?
A falta de civilidade e gentilezas parece ter tomado conta do planeta. Fala-se tanto em cuidados com a natureza, com os animais e ignora-se seu semelhante.
Vagas especiais de estacionamento são desrespeitadas. Usadas abusivamente por quem delas não necessita.  Dificilmente se encontra alguém que estando sentado cede seu lugar a um idoso ou pessoa com qualquer outra dificuldade.
No transporte coletivo os assentos marcados são descaradamente desrespeitados. Aliás, os assentos marcados apenas delimitam espaços. Pressupõe direitos conquistados. Mas não limitam pessoas. No caso de duas cadeiras marcadas ocupadas, chegando uma terceira pessoa, é dever do mais jovem oferecer seu assento. Assim manda as regras da boa educação. Os mais velhos sempre em primeiro lugar. Quer em assentos, quer em filas.
E falando em filas, há sempre o espertinho fura-filas ou aquele que fica resmungando porque se sente prejudicado pelo atendimento da fila preferencial.  Fila foi feita para ser respeitada. Se você está com pressa ou não tem paciência em esperar sua vez, o mais correto é sair da fila e voltar outro dia. Seja discreto. Felizmente hoje a maioria dos estabelecimentos está aderindo à senha, o que dificulta tal prática abusiva.
E jogar lixo na rua, então? Ou pela janela do carro? Fico indignada com tamanha falta de educação. Além de prejudicar o planeta, não respeitam um espaço que é de todos. A rua é um espaço compartilhado. Não é a sua casa.
Poderia prosseguir aqui listando uma série de gestos de falta de civilidade. E garanto que seria imensa. Mas não vou me esquecer de falar da obrigação de cumprimentar as pessoas. Sejam elas íntimas ou não.  De onde nos vem essa idéia de superioridade que muitas vezes nos leva a ignorar alguém?  Cumprimente sim, o varredor de sua rua, a faxineira do prédio as pessoas no elevador, etc.
Nada de “eu sou mesmo assim”. Faço o quero e falo o que quero.  Ninguém é obrigado a aceitar a falta de educação do outro, muito menos suportar seu descontrole emocional.
Gestos de civilidade tão simples são sempre muito bem vindos. O planeta agradece.

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