sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Minha recente viagem à Goiânia


A viagem a Goiânia desta vez foi rápida e cansativa.
Na impossibilidade de conseguir um vôo a bom preço na busca imediata, o jeito foi mesmo ir de busão.
Viajando durante o dia , o percurso ainda torna-se mais longo.  Muitos assaltos tem prejudicado o transporte rodoviário noturno, o que nos fez preferir fazer a viagem durante o dia.
Por um lado a vantagem de poder observar a paisagem que aos poucos acabou por se tornar monótona e cansativa. De vez em quando vislumbrava-se ao longe a copa altíssima de um flamboyant com seu vermelho intenso contrastando com a paisagem verde azeitona ou ressequida em alguns trechos do cerrado.
As horas escoavam lentamente. Muitas paradas, muita monotonia, muito cansaço.
E já que não posso controlar o tempo que parece “estar de mal comigo” como diz a canção, o remédio é procurar aproveitá-lo bem , envolvendo-me completamente com ele.
Tirei da bolsa o livro que havia levado: “TEMPO DE ESPERAS” de Pe. Fábio de Melo.
Já li vários livros do autor . Gosto de seu estilo em usar metáforas para interpretar a vida. De dizer como complicamos a vida , quando a felicidade está nas coisas simples. Aprecio a profundidade de suas reflexões.
São palvras suas:

Custa a gente aprender, mas nem sempre a felicidade está de braços dados com a alegria. A alegria sobrevive de motivos externos. Felicidade não. É mais profunda. Não depende das alegrias para que seja real. É possível ser feliz mesmo quando não estejamos alegres.”

Eu confesso que me demorei um pouco debruçada nessas palavras, pois até então não conseguia separar alegria de felicidade. No meu entender as duas deveriam estar sempre juntas. Uma dependia da outra.
Ao conviver com meu neto nestes três dias compreendi então o significado dessas palavras. Estava feliz por constatar o bom desenvolvimento daquela criança nos quesitos saúde, inteligência e psiqué, mesmo sabendo que o momento não era de alegrias. Foi então que compreendi, como bem disse o autor que “a felicidade perdura mesmo na ausência de alegrias, motivando a luta”.

Foram três dias que passaram rápido demais. Nada de passeios a shopings ou parques , nada de encontro com as amigas. Uma visita estritamente familiar
Assim é o tempo. Não segue o ritmo de nossos desejos. Vai passando, cumprindo seu ritual . Deixando para trás lembranças, sonhos, desejos, realizações ou frustrações. Tudo depende da forma que o empregamos, da semente que lançamos.
Quanto a mim espero ter lançado uma boa semente e mesmo que o terreno esteja pedregoso eu possa futuramente colher bons frutos .


2 comentários:

  1. Edite, você viajou horas para ficar somente 3 dias em Goiânia???

    Mas, pelo menos, teve a companhia deliciosa de seu netinho que deixou-lhe feliz pelo excelente desenvolvimento dele, né?!

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  2. pois é Ana, razões pessoais não permitiram que eu ficasse mais.
    Mas curti bastante aquela fofura que está meu netinho. Vou postar umas fotos dele aq. Vc vai ver q tenho razão na minha corujice

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