sexta-feira, 19 de abril de 2013

Até quando teremos que conviver com a impunidade?

 O caso Victor Hugo
 
Victor Hugo cursava rádio e TV e sonhava ser comentarista de futebol!Um sonho interrompido brutalmente!

O assassinato do jovem paulistano Victor Hugo, 19 anos, vítima da ação inconsequente de um menor, trouxe à tona novamente o debate sobre a maioridade penal.
Alguns políticos e sociedade clamam por penas mais duras aplicadas a adolescentes que praticam crimes graves.
Victor, jovem estudante, uma vida inteira pela frente, cheio de planos para o futuro os quais foram interrompidos bestialmente pela ação de um menor marginal.
Até quando teremos que conviver com tanta impunidade? Hoje em dia a vida nada vale. Por muito pouco tira-se a vida de uma pessoa. Não basta apenas roubar, como no caso do estudante que não reagiu. É preciso também acabar com sonhos, sorrisos, realizações. É preciso matar...
Então, quando uma tragédia assim acontece, políticos se comovem, todos querem falar, dar a sua opinião. Todos ficam comovidos. A sociedade na intenção de sensibilizar autoridades e dar apoio a família , fazem passeatas, portam cartazes , bradam frases como ”justiça” “ que este não seja apenas mais um caso” “que sua morte não seja em vão”
O governador se apresenta e promete... promete... Sugere que os anos de internato para o menor agressor em vez dos 3 anos rezados pelo estatuto do menor , passe a ser de 8 anos.Que os crimes considerados mais graves cometidos pelos menores sejam punidos mais severamente.
Mas não se fala em investimento em educação!
 Sim, educação pedagógica, educação familiar, educação profissional, psicológica..... Educação, fator primordial para uma sociedade bem estruturada e consciente de seu papel dentro dela. 
Não se fala em Investimento numa melhor estrutura também para esses menores já reclusos na fundação casa. Para que ao sair de lá, não saiam piores e mais agressivos do que entraram.
Também não se fala em melhorar a política de segurança pública , hoje deixando tanto a desejar.
O que significa que a solução do problema vai muito além da questão da maioridade penal.
As estatísticas mostram que a cada dia aumenta mais a incidência de crimes cometidos por menores. 
Aumenta também a incidência de reclusos em instituições, das quais muitos acabam saindo em bem menor tempo do que o apregoado. 
Aumenta também a impunidade que é fator preponderante para que esse índice de criminalidade praticado por menores aumentem a cada dia.
Moro numa cidade pequena. Mas nem por isso sinto-me protegida, livre da violência corriqueira de nossos dias. Aqui também temos casos de violência que suplantam o esperado numa cidade tão pequena. Aqui também temos graves problemas com drogas. Aqui também temos força policial fazendo ronda na madrugada.
Atentados contra vidas, violência gratuita , drogas... tudo isso é um mal que se espalha como um rastilho de pólvora! Porque hoje ,com o rápido avanço tecnológico, as informações ao mesmo tempo que nos põe em sentido de alerta também servem de exemplo para mentes desocupadas.
O que significa que o mundo de hoje exige leis diferentes daquelas projetadas há décadas.
E então, senhor governador! Como é que fica a sociedade vivendo num constante clima de terror e insegurança?
Não queremos nada mais do que nossa liberdade de ir e voltar com vida...



.

9 comentários:

  1. A insegurança anda demais e não sabemos como controlá-la. Uma pena!! temos medo de tudo e de todos! beijos,chica

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A sociedade vive presa, refém do medo e da insegurança, enquanto baderneiros e assassinos andam à solta. bjs

      Excluir
  2. O contrário do amor não é o ódio; o contrário do amor é a indiferença. Cristo pregou o amor, viveu pelo amor, mas os cristãos sabem com maestria aplicar a indiferença...
    Paz

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Exatamente Paz. Só o amor constrói. Mas amor também significa "cuidar". Não apenas passar a mão na cabeça. O país está acalentando "cobras"

      Excluir
  3. Até quando as autoridades vão permitir que isso continue acontecendo?Por que os ditos direitos humanos vêem só o lado dos bandidos?Falta vontade política neste país.
    Acho que a maioridade do indivíduo é de acordo com a periculosidade dele.Se ele tem 12 anos e tem a maldade de saber matar porque não receber a punição severa? Ora bolas, deixemos de demagogia e vamos procurar resolver o impasse, senão daqui a um tempo a situação vai ficar incontrolável.
    Excelente a tua crônica.
    Abração.

    ResponderExcluir
  4. Exatamente Tunim. Certo que os menores infratores merecem mais ateção das autoridades como oportunidades , educação , amparo familiar etc... mas é urgente uma medida paliativa. Redução da maioridade penal já!

    ResponderExcluir
  5. Edite, eu sou totalmente contra a diminuição da idade penal.

    Não acho que jogar na cadeia menores infratores resolverá a violência que assola esse país.

    Se nosso sistema carcerário fosse de ação corretiva, se fosse de ressocialização, tudo bem, mas o que temos no Brasil são cadeias que são verdadeiras escolas de formar bandido.

    Ninguém liga para essas crianças, elas não têm amor, não têm oportunidades, o que sentem é o total desprezo. Só conhecem a violência, por isso só contribuem com violência.

    Primeiro vamos sanar a causa que leva essas crianças a serem tão violentas, depois de cuidarmos delas, aí, sim, vamos pensar em puni-las por seus atos.

    Não adianta queremos livrar-nos desses menores jogando-os na cadeia. Eles sairão de lá muito piores que entraram, estaremos criando um problema a longo prazo...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo com vc Ana, a questão da criminalidade vai muito além da maioridade penal. O sistema carcerário é realmente falido, como eu expus no texto . Não se fala em "cuidar" dessas crianças e adolescentes. São tantas as causas por trás dessa violência toda...Mas algo precisa ser feito !

      Excluir
  6. Há dois anos um caso semelhante aconteceu no Estado do Rio de Janeiro e a vítima, de 15 anos, cursando a escola secundária, tb se chamava Victor Hugo.
    Paz

    ResponderExcluir