segunda-feira, 1 de abril de 2013

Não se cale, denuncie!





...e como colaboramos para que os abusos aconteçam

Planos de Saúde... bah! Para que os temos se no momento em que precisamos deles, eles nos falham?
Abrimos mão de tantas outras necessidades para mantê-los em dia. Pagamos mensalidades exorbitantes, aceitamos todas as suas regras, enfrentamos  aumento de preço abusivo com o avançar da idade... Tudo para nos sentirmos “cobertos”... protegidos no quesito saúde.
E no momento da marcação da consulta, vem o inesperado:
_”A doutora está com a agenda cheia. Só voltaremos a agendar a partir de JUNHO”...
_ Mas eu não posso esperar até JUNHO. Eu preciso ser atendida hoje, no mais tardar amanhã.Sou paciente da doutora há quase 10 anos e não gostaria de ter que mudar de médico neste momento. Além do que meu “coração não entende de calendário e a qualquer momento pode mandar um novo aviso . Não quero correr esse risco.”
Então vem a surpresa: “Em casos assim de urgência, a doutora reserva um horário PARTICULAR às 17 horas. Posso marcar?”
Como? Eu me pergunto. Não deveria o horário de urgência também caber dentro do plano de saúde?
Argumentei muito. Além da secretária da clínica, falei também com a “gerente” . 
Mil argumentos foram usados por ela como justificativa. Eu disse que sabia que a prática era ilegal. Mas meus argumentos acabaram caindo por terra.
O preço da consulta? Um valor suficientemente alto para que eu tivesse uma nova taquicardia.
Mas eu não posso me estressar agora. Sei que estou sendo extorquida não só em dinheiro, mas também tendo meus direitos revogados.
A prioridade agora é meu cuidado com a saúde.
Mais tarde eu penso em como ser ressarcida do prejuízo.
Procon...órgão de defesa do consumidor...
Tudo isso dá uma canseira... será que vale vale a pena ter todo esse trabalho?

************************************************************************************
A Resolução 259 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) obriga os planos de saúde a obedecerem prazos máximos de atendimento aos clientes.
Consultas básicas - como clínica médica, pediatria, ginecologia e obstetrícia - deverão ser realizadas no prazo máximo de sete dias. Outras especialidades médicas devem ser marcadas em, no máximo, 14 dias úteis. Procedimentos da alta complexidade têm prazo máximo de 21 dias. Se o caso for de urgência ou emergência, o atendimento deve ser sempre imediato.

Veja notícia completa aqui





4 comentários:

  1. Não podemos aceitar simplesmente. Temos que buscar nossos direitos e até processar! beijos,chica

    ResponderExcluir
  2. O brasileiro é acomodado, Chica. Por isso os abusos acontecem.Precisamos adotar uma conduta da não tolerância.

    ResponderExcluir
  3. Para isso é preciso que os politicos interfiram a favor do povo. Brasileiro não sabe esse também é o papel do político e assim o povo fica à mercê do mais forte, no caso do post é o seguro de saúde.
    Paz

    ResponderExcluir
  4. Não foi o que eu fiz, o texto mostra bem meu "comodismo". Mas, sei que é preciso botar a boca no trombone. Fica aí o apelo. Abcs

    ResponderExcluir