domingo, 1 de junho de 2014

Analisando o mês de maio


E maio chegou ao fim, deixando atrás de si um rastro de feminilidade próprios ao mês e culturalmente, ainda , por alguns cultivado.

Maio carrega sobre si um carisma especial.

Desde meus tempos de criança sempre ouço as pessoas receberem o mês em questão com muito otimismo e uma áurea diferente que remete a festas religiosas, casamentos e muitas flores.

Mas como muitas de nossas tradições, essa também está sendo esquecida..

Em tempos modernos e de muita tecnologia como a época em que estamos vivendo, essa cultura passa despercebida e até esquecida.. O que é realmente uma pena estar -se perdendo essa conotação de inocência e beleza próprias do mês.

Maio, mês das noivas, mês das flores, mês de Maria, mês da Mães... uma tradição que chegou até nós através dos séculos como herança dos países do hemisfério norte, onde, maio com a chegada da primavera é um mês muito importante para os festejos populares


 

Maio, mês da celebração do Amor, do respeito à maternidade, da valorização da mulher como Mãe, espelho de santidade, como nos fala ao coração a maternidade de Maria. Tempo de intensificar no coração de nossas crianças o amor ao sagrado, o respeito e dedicação também às nossas mães.

Talvez se cultivássemos mais esses sentimentos de pureza e inocência associados à beleza das flores e ao respeito por aquela que nos gerou e consequente respeito à vida, não teríamos que assistir a tanta selvageria e barbáries como vimos acontecer neste último mês que acabamos de encerrar.

Vidas interrompidas brutalmente, mães que choram o filho assassinado e, pior, sem entender a razão da selvageria.

Pais matando filhos e filhos assassinando pais, chacinas injustificadas, quebradeira em manifestações despropositadas, torturas que remetem à primitividade, linchamentos...Este é o saldo sangrento do Mês de maio, infelizmente.

Uma sociedade que retrocede e corre o sério risco de retornar aos tempos do “olho por olho, dente por dente”


Momento da coroação de Nossa Senhora aqui em minha paróquia.
Infelizmente muitas crianças desconhecem essa cultura de amor e respeito ao sagrado e à vida.. E já não vemos o mesmo entusiasmo pelo gesto. Nós catequistas, sentimos a dificuldade em contar com a participação das crianças. Não existe mais aquele mesmo entusiasmo:   "Eu quero coroar Nossa Senhora ! eu também quero ".  
Todos queriam se vestir de anjos. Hoje existe uma certa reserva ...
É, os tempos são outros... 


Poderá ver mais sobre coroação de nossa Senhora, aqui




7 comentários:

  1. Infelizmente uma triste realidade. Não sei se a midia não tira demais a inocencia das crianças...temos que sempre que possivel, resgatá-las! bjs e boa semana pra vc,

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  2. Oi Edite,
    Faz tempo que não entro na igreja, muito me dizem que estou errada, pode ser, mas fui criada de outro jeito que igreja, seja ela qual for, tem que ter respeito por parte dos seus fiéis, mas alguns se vestem parecendo que vão a uma boate.
    Assisto a missa do lado de fora. Tem uma pertinho de casa.
    Eu pareço que não evoluí, minha saudosa mãe sempre dizia que devíamos ir à missa e não olhar os trajes da roupa.
    Mas, é impossível não ver.
    Ela leu a Bíblia para mim até aos 22 anos, quando me casei. Agora leio um pouquinho por dia, principalmente os Salmos, que adoro.
    Pode ser que um dia eu mude, mas não consigo acompanhar a meninada que se beijam até na igreja.
    Desculpe o desabafo.
    Pergunto:
    Por que nas outras igrejas, pelo ao menos dentro da igreja se respeitam?
    Beijos
    Lua Singular

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    1. Dorli, não se desculpe pelo "desabafo". Vc apenas foi sincera , dizendo como pensa. .Quem sou eu para te criticar por conclusões próprias que tirou não aleatoriamente, como vc mesma disse. Acontece que a igreja é feita de homens. E homens pecam, homens são falsos. Muitos pregam uma fé que não tem. Apenas aparentam. Outros vão à igreja por obrigação. E quando a fé não é firme, acontece certamente esses desvios. Pq aquele que reconhece santo e sagrado o lugar que pisam , assim não procede. A Igreja é aberta a todos , os de vida mais reta e os mais pecadores. pelo menos na igreja Católica é assim. Então eu digo que o que importa é a minha atitude e não a do próximo que vai à igreja apenas para especular a vida do próximo ou aparecer. Talvez se vc "não ficasse do lado de fora" , a mensagem lhe chegasse mais clara e não se envolvesse tanto com quem não tem intenção de participar. Comece indo à Igreja em horários em que podes ficar só diante do SSmo. e verá o conforto que lhe trará esse aproximar-se de Jesus. Bjs. Espero ter ajudado.

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  3. Olá Edite,
    Excelente o seu texto! Uma linda mensagem para refletir. E vc tem razão, os tempos mudaram "para pior"... essa é a dura e cruel realidade do mundo em que vivemos. Lamentável!
    Gostei de visitar seu blog, se me permitir, voltarei mais vezes.
    Tenha uma noite abençoada e um lindo amanhecer!
    Beijo

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  4. Olá Edite,

    Você se posicionou muito bem na análise do mês de maio, que findou com muitas lágrimas e dores. A evangelização das crianças é de extrema importância para sensibilizá-las para o amor e a fé. Infelizmente, os pais parecem não se preocupar com a formação religiosa dos filhos, que é o que lhes direciona para o caminho do bem. Sou da época em que o catecismo era obrigatório e participar das coroações era uma festa. Acredito que a falta de religiosidade (seja qual for a religião ou crença) é que está tornando os corações mais frios e indiferentes, pois não existe mais temor nem respeito às leis divinas.

    Ótima semana.

    Beijo.

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  5. Percebo que as crianças não mais recebem orientação religiosa. E ela é de extrema importância na vida. Você me fez recordar a infância, quando nos vestíamos de anjo para a coroação de Maria. Não vejo mais isso, infelizmente. Bjs.

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  6. A inocência da criança deve ser preservada, infelizmente vivemos num mundo onde querem antecipar as coisas em seu curso natural.
    Excelente texto!
    Abração.

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