segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

vivendo sem eletricidade

  http://el.balbo.zip.net/arch2011-01-09_2011-01-15.html




Ainda é muito cedo. Mas o calorão da noite faz com que a gente antecipe o despertar..

Abro os olhos na penumbra do quarto . Instintivamente minha mão tateia na parede em busca do interruptor da luz . Um olhar de relance em direção ao aparelho de TV  de onde também vem a constatação da falta de energia elétrica . 
Os pontos luminosos que alimentam a fonte de transmissores também estão apagados.


Um incidente lamentável e que já mexeu com meu humor. Afinal, com um calor desses, uma noite mal dormida resultante da indisposição que a própria estação favorece, o que eu mais queria era me levantar e tomar um banho morno bem revigorante.

Sim, morno , porque não sou adepta de banhos frios mesmos diante desse calor sufocante.


Poderia me levantar e aproveitar a fresca da manhã para uma caminhada ao ar livre. Mas , sexta-feira é dia em que caminho à tarde , quando tenho vontade. 
Pela manhã tenho outros compromissos agendados . Compromissos esses , que tiveram que ser adiados também , porque sem eletricidade não tem secador de cabelo que funcione. Então, lá se vai também meu horário no cabeleireiro. 

O café da manhã foi sem jornal televisivo, o leite aquecido na caneca e o fogo aceso com o auxílio do “ultrapassado palito de fósforo”.

Bem , diante dessa mudança de rotina imprevisível , o que se tem a fazer é improvisar algo viável nestas condições de blackout.

Então , que tal colocar em dia aquela barras de guardanapo que estão lá a esperar que eu tenha “tempo” para eles?
 Agora seria o momento ideal. Não há nada a fazer mesmo...afinal, costurar , pode … quer dizer ...poderia , porque a máquina de costura também é movida a eletricidade. 
Ah, como devia ser útil aquela maquininha de costura da minha mãe movida a pedaleira mecânica...

 
Dá para imaginar como seria a vida sem eletricidade ? Apenas algumas horas sem a sua indispensável presença e tudo já se torna um caos .
Eu até pensei em aproveitar a manhã para fazer aquela lista de compras de supermercado. Mas , em tempo, também ali nada funciona . Tudo parado nos caixas eletrônicos...

 
E as horas se arrastam lentamente. O silêncio parece imperar... Nem um som de rádio, TV ou alto falante . Apenas o som de alguns carros passantes na rua da frente. 
Todos parecem velar a “ senhora eletricidade” .
A manhã é de luto.

De repente , bip ...bip... os pontos luminosos dos eletrodomésticos se acendem . Uma esperança renasce! Um suspiro de alívio sobrevém automaticamente . Até que enfim!!!

 
Há um vago zum zum nas ruas ... Acende em cada um de nós também uma nova “energia “ . A “energia" da vida nova, vida com conforto, vida dependente, mas cômoda  e facilitada . Tão desejada , quanto necessária !

Eu não saberia viver sem ela . E você ?

Bem vindos de volta à civilização!
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 No link abaixo , uma outra crônica bem humorada sobre o tema.

 http://el.balbo.zip.net/arch2011-01-09_2011-01-15.html





9 comentários:

  1. Oi querida Edite, adorei o seu texto!
    Viver sem eletricidade é um sufoco!!
    Tenha uma excelente semana, beijos e fique com Deus!!

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  2. Edite, qdo eu morei na capital da Carolina do Norte, uma vez tivemos um desses vendavais que param a cidade por dias... árvores caíram até mesmo tanto na porta da cozinha qto na porta da sala de muitas casas e nisso tb não se podia usar fogão pq é tudo elétrico. Na cidade todinha havia apenas um pequenino restaurante que tinha seu próprio gerador de eletricidade... um restaurantezinho tipo comida caseira... para comidas rápidas e pralá foi a cidade inteira tomar o café da manhã... a gente se acotovelava nas mesas enqto a fila de espera era sem tamanho... E viva Thomas Edison...
    abraço/ Paz

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    1. Pois então Paz , somos completos seres viciados em eletricidade. mas que fazer , é o preço do progresso. Eu quis fazer um texto leve falando de coisas rotineiras que sustentam nossas vidas . Sem eletricidade não somos nada . Perdemos completamente o rumo no nosso caminhar diário . Não dá para imaginar mais a vida sem esta modalidade , embora nossos antepassados conviveram muito bem sem ela ( pelo menos é o que contam)Mas , indo um pouco mais além , olhando de uma forma mais profunda veremos que vidas são ameaçadas em nossos dias qdo falta a eletricidade . É o caso dos hospitais , maternidade e tb indústrias passam por sérios prejuízos com a ausência da eletricidade. E bem vcc disse : Viva Thomas Alva Edson!

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  3. Olá Edite...
    Um dia desses, ficamos um dia inteirinho sem energia por causa de uma tempestade... Foi complicado! Sem tv, computador, portão eletrônico, liquidificador... Uau! Admirável mundo novo!!

    Beijos... Gostei de refletir com você... MUITA PAZ!

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    1. Pois é Anete ! Qdo isso acontece , parece que voltamos à idade da pedra ! rsrs...

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  4. me pergunto pq é que no Brasil escrevem Thomas Edson qdo é Thomas Edison... rs... não me levam a sério qdo escrevo Edison... rs... rs....
    http://en.wikipedia.org/wiki/Thomas_Edison
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Edison
    http://fr.wikipedia.org/wiki/Thomas_Edison
    Paz... Peace... Paix...

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    1. Você tem razão Paz . No caso do inventor Thomas Alva edison se escreve mesmo sem letra muda . Mas eu conheço vários "Edsons" escritos com o "d" mudo. Talvez por isso , por ter escrito a vida toda assim , não me preocupei em checar . E peço desculpas , porque nomes são pessoais e intransferíveis e muitas vezes um pequeno detalhe faz a diferença . Vc nem imagina a confusão que fazem com meu nome que julgo ser tão simples : como se fala , assim se escreve. Mas as pessoas sempre tem dúvidas e surgem variações: Edit, Edith. Edity... e por aí vai. Mas eu tb faço questão : Sou EDITE ...rsss

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    2. Seu nome em inglês seria Edith (acho que Edite vem de Edith). Em inglês há uma diferença tremenda na pronúncia entre Edite e Edith. O TH em inglês tem o som do C e do Z da Espanha... é como se uma pessoa brasileira falasse o C e o Z com a língua presa. Em inglês, Edite é lido como Idait... Eu tinha um ótimo texto contando sobre Edith,menina que veio de Portugal para os EUA, e teve de reaprender a pronunciar seu próprio nome... rs...rs... ela conta conta toda a peripécia pra pronunciar o som do TH... a gente demora pra aprender pq ninguém nos diz que é o mesmo som do C e do Z falado em espanhol (Espanha)... a partir daí a gente aprende a falar cebolla, cigarillo, zapato, celos ou zelos que nunca me lembro ao certo pq a pronúncia é a mesma... bem, qdo aprendemos a pronúncia dos espanhois, então tiramos de letra o som do TH inglês.

      Ouça a pronúncia de Edith https://www.youtube.com/watch?v=nbSPUPriXfc e repare que o TH é apenas um como que um sopro.
      Paz

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    3. Pois então paz, aqui em Echaporã temos outras Edith" assim com TH no final . E a origem é espanhola . . Não conhecia a versão em inglês . Abcs.Gostei : agora sou tb "idait" rsrs...

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