segunda-feira, 17 de julho de 2017

Minha casa...Meu cantinho....Meu refúgio





Não sei se você pensa como eu. Mas para mim “dormir na minha cama” é um dos  pequenos prazeres que  a vida me oferece.
No decorrer de minha vida já tive oportunidade de experimentar dormir em várias camas, em passeios esporádicos que fiz.. Mas quando volto....Ah! que delícia é dormir no “meu colchão”, na “minha cama”. Que falta eu  senti  dela!
Depois de 5 dias fora de casa, hoje foi o 1º amanhecer no meu quartona minha cama....Saboreei ao máximo este momento.
O despertar foi tranqüilo! Silencioso. Como é bom o silêncio! Não levantei de imediato. Meu corpo pedia mais repouso, como se quisesse compensar a ausência de dias atrás. Involuntariamente meus olhos se fecharam novamente e eu deixei-me ficar ali.... Curtindo aquele momento só meu.
O som da colher de pedreiro de Seu Osvaldo, atrás da casa, me trouxe de volta à realidade.
O banho foi reconfortante. A água cálida! A espuma perfumada! A esponja macia! A toalha me envolvendo...
Como é bom estar em casa e poder desfrutar desses pequenos prazeres sem me preocupar em incomodar ninguém. Ficar relaxada. Dona de mim. Da minha privacidade. Do meu sossego....
Gosto dos pequenos prazeres que a quietude do meu lar oferece no dia a dia.Poder usufruir do ficar em silêncio, quieta no meu canto apenas pensando, lendo um bom livro ou colocando no papel minhas idéias.
Posso parecer egoísta quando repito sempre “minha casa’, “meu quarto”, “minha cama”, “meu banheiro”....Mas não é no sentido de posse, e sim no sentido de privacidade prazerosa que eles me proporcionam.
Sempre fui assim. Caseira. Gosto muito do “meu cantinho”, mas ultimamente esse sentimento de “apreciar ficar quieta no meu canto” tem se tornado mais arraigado.
Pode ser uma questão de idade. E se for, ótimo. Aprecio ter a idade que tenho.Além de outras vantagens, ela me trouxe a consciência de pequenos prazeres cotidianos que na juventude que  eu não vislumbrava.
Quando jovens procuramos prazeres de forma complicada, muitas vezes inconveniente. Muitos até procuram prazeres escusos. E se perdem.

Eu, felizmente não me perdi ....ainda! Mas agora..... O que eu quero é me afogar, me perder nestes pequenos prazeres do cotidiano....
A beleza de nossa vida está no cotidiano, nas coisas ordinárias
                            Adélia Prado                                                    29/12/2009

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