segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Tarde quente , tarde chuvosa



Na pequena sala , janela escancarada 
Sentindo o calor abafado do verão
Na longanimidade quase adormeço
Em frente a TV a ver a programação

Quando dei por mim 
O céu totalmente escuro
Anunciando chuva repentina
Que vinha refrescar o período vespertino

Pingos tímidos começam a cair
A brisa fresca a penetrar pela janela 
Embalando suavemente o cortinado
Refrescando o ambiente 
Que pedia aconchego

Fico ali em minha companhia 
Pensamentos perdidos na mente 
No aparador a xícara de café quente
A esperar que eu saia da letargia  

edite lima

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Deixando a mente vaguear


Chegamos ao supermercado !O mesmo vai-vem de sempre .
Carros que chegam , carros que saem
Pessoas empurrando carrinhos , outras saindo com pequenas sacolas...
Como sempre , muito movimento ali naquele pequeno espaço entre o estacionamento e a porta de entrada .

É sempre assim , qualquer que seja o dia da semana há sempre muita gente .
Afinal, é próprio do ser humano satisfazer em primeiro lugar as necessidades ligadas à sua sobrevivência . E a alimentação é uma delas .

Não sou muito amiga de supermercados . Então adotei uma medida prática . Enquanto estou na cozinha entre minhas panelas , vou anotando num bloquinho tudo que percebo estar faltando ou perto de terminar . E assim, vou adiando minha ida ao super mercado até que tenha uma lista bem “rechonchuda” ou até o dia em que perceba que não dá mais para ficar esperando . Certos "buracos" na geladeira ou na prateleira do armário precisam ser urgentemente preenchidos .

Vou adiando minha ida ao supermercado até o último momento . E isto , porque o supermercado fica a duas quadras de casa …

Bem , então nesta tarde como estava apenas de acompanhante , decidi esperar do lado de fora.
Instalei-me confortavelmente num banco com visão bem abrangente tanto de quem entrava quanto de quem saía e enquanto saboreava minha “casquinha de chocolate"  fiquei a observar o movimento .

Quantas daquelas pessoas que ali estavam teriam feito uma compra planejada , daquelas em que se segue religiosamente uma lista?
Com a crise econômica dos dias de hoje , é preciso planejamento . Caso contrário corre-se o risco de comprar por impulso ou escolher mercadorias aleatoriamente motivado pela embalagem , pelo sonho de consumo ou pela propaganda que viu na TV. . E , muitas vezes acaba-se por desequilibrar o orçamento .

Muitos sabem disso , e então  vão ao supermercado visando aproveitar promoções . Tenho uma amiga que diz “amar” ir ao supermercado e está sempre se vangloriando das economias que faz usando esta estratégia de promoções .


Ufa ! Haja paciência para estar “todo dia “ no supermercado! Claro que os horti frutigranjeiros vão exigir uma maior frequência ao supermercado . Mas , mesmo assim , evito o máximo que posso  minha ida nesse local. Afinal faço compras apenas para dois . E, se souber me planejar bem ,terei a despensa e geladeira quase sempre bem suprida .












terça-feira, 23 de janeiro de 2018

TEMPO DE MANGAS



Mangas ...mangas...mangas...

Difícil não ouvir o som de uma manga se espatifando no chão de meu quintal . Seja durante o dia , seja durante a noite ! Plaft … ploft...
Ah, mangueira do fundo do meu quintal ! Tão cobiçada pelos que aqui passam . Alguns recolhem as que estão na calçada do quintal , outros até se arriscam em escadas para derrubar uma mais cobiçada nas alturas ou pegá-la em cima do telhado
Mangueira do fundo de meu quintal , tão bela e produtiva! Enorme como a torre de babel ! Morada das maritacas que ali também se instalaram para não perder tão saborosa comida .

E , acreditem , a mangueira não é propriedade minha , mas cresceu junto ao muro que faz limite com o vizinho e minha edícula . 

Ploft . Plaft , dia e noite quebrando telhas e derrubando vasos de meu pequeno cantinho de flores .

Claro que gosto de mangas ! Manga lembra a infância embaicxo das mangueiras colhendo fruta do pé e chupando até deixar branco o caroço . Manga lembra  sucos frescos e suculentos . Manga lembra deliciosos pratos na culinária .
Eu particularmente gosto de cortar a manga em quadradinhos e saboreá-la nas refeições . 

Em restaurantes a encontramos em saladas nas mais diversas combinações . Nos supermercados chamam a atenção pelo tom amarelo alaranjado ou vermelho rubro 


Palmer , hadem , tomy ou mesmo as comuns : 
mangas rosas deliciosas e perfumadas , coquinho com sua forma arredondada e doces como o mel.
Bourbons com seu sabor especial , espadas … e tantas outras. 

 Cada uma com sua característica própria, ao agrado do paladar mais apurado . Com fiapo , sem fiapo … Variedades...

Mangas , mangas , mangas … deliciosas e suculentas e vitaminadas .  
Originárias da India , Paquistão e Filipinas. 
 Manga , árvore símbolo de Bangladesh!
Mangas... que se deram tão bem no Brasil ! Queridinha dos brasileiros !

Mas prefiro vê-las nas gôndolas do supermercado ou nos pomares rurais a vê-las trazendo  sujeira e causando  outros  prejuízos no meu quintal !




domingo, 21 de janeiro de 2018

O amor "nem " tudo suporta !

"O amor tudo sofre , tudo crê , tudo espera , tudo suporta "Co 13,7


Foi diante dessa bela passagem bíblica que me detive : O amor deve suportar tudo mesmo ? Amar é sinonimo de suportar ?

"Muitas vezes, a maior prova de amor que podemos dar a uma pessoa é não conviver mais com ela."

Esta é uma outra frase com a qual me deparei dias atrás , e também pus-me a refletir sobre ela .Engana-se quem pensa que amor é permanecer indefinidamente , suportando absolutamente tudo que lhe faz mal e traz amargura  e dor .

 A maior prova de amor próprio que o ser humano pode dar a si mesmo é desistindo de uma relação que só lhe faz mal .Só vale a pena insistir na relação se o outro estiver disposto a retribuir com a mesma intensidade . Caso contrário é melhor se afastar . 
Isto vale para todas as relações interpessoais quer entre homem e mulher ou entre familiares e amigos .

O amor , por sua natureza divina e por isso bela,  deveria nos proporcionar apenas sentimentos também belos e divinos .Quando isso não acontece , não está havendo reciprocidade de sentimentos . Apenas uma parte ama e "suporta"...a outra apenas usa da vulnerabilidade e fraqueza oposta  para execrá-la .

Certo é que a caridade nos diz da necessidade de aprender a conviver com os defeitos de quem amamos . Mas , por outro lado , diferente é "suportar" conviver com alguém que só nos causa dor e desgaste emocional.

Sei também que não podemos criar expectativa de relacionamentos perfeitos . Afinal , como disse no outro texto "ESTAMOS EM CONSTRUÇÃO". E se estamos em construção é porque ainda estamos nos aperfeiçoando. 

Na nossa vivência diária muitas vezes erramos , tomamos decisões erradas , falhamos e acabamos por magoar a quem amamos . Mas numa boa relação sempre haverá  a compreensão , o perdão , o reconhecimento do erro . Magoar e perdoar, duas facetas da vida que devem caminhar lado a lado .  Fazem parte do nosso crescimento como seres humanos . 

Um coração  que não sabe perdoar , não conhece o maior ensinamento que Jesus nos deixou : o amor acima de tudo .
 Não conhece a beleza das palavras do Pai nosso : perdoai as nossas ofensas , assim como nós perdoamos ... 
"Como proferir essas palavras do Pai Nosso se ainda guarda rancor de seu irmão ?"

Eu fico pensando até que ponto vale a pena continuar numa relação que não te traz paz , que te tira do sério e te faz sentir a última das criaturas . 

Porque "Suportar" uma relação que só lhe rouba a energia e a paz interior ? " Suportar ' pessoas que só nos trazem momentos ruins é "autodestruição " 

Insistir , persistir e jamais desistir reza o manual das boas relações afetivas .
Mas e se depois de muito insistir , de muito sofrer , de muitas lágrimas , muita insônia e momentos depreciativos , não há a menor chance de reaproximação e sim , quanto mais se insiste mais se é repudiado , conclui-se que " amor também é expulsar da vida tudo aquilo que só nos traz caos e amargura".

Nem o mais puro e verdadeiro amor existente em nós   justifica "suportar" algo ou alguém que nos machuque , nos magoe e nos faça infeliz .  .

E vamos viver em paz , pelo menos aparentemente , porque uma paz a esse custo é dolorido demais !


Quando nos afastamos do fogo , cessa a queimadura , mas a dor da parte que já foi queimada permanece, e após curada fica a cicatriz .

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

ESTOU EM CONSTRUÇÃO

O ser humano está em constante processo de construção . Não nascemos prontos . Sempre haverá algo a aprender , algo a ensinar . Para uma completa humanização do ser é preciso estar receptivo ao novo ,ao desconhecido . Estar sempre aberto para novos conhecimentos, assim como também a prática da humildade é fator essencial para o crescimento do ser humano . Engana-se quem se julga um expert em tudo . Sempre haverá um novo assunto , uma nova modalidade que o ajudará em seu crescimento como ser humano .
O ser humano é frágil e susceptível ao erro. Saber Ser humilde e “pequeno” o suficiente para reconhecer que errou e estar propenso à reparação do erro, o humaniza . Assim como também descer ao nível do ofendido e ter a nobreza de pedir perdão assim como dar seu perdão . Quem perdoa vive melhor , alivia o coração , Ao contrário corações endurecidos tornam as pessoas amargas e ranzinzas sempre em posição de defesa .
Quando sair de casa sempre pense : “ Hoje eu tanto posso aprender como posso ensinar “ Isto o ajudará “a crescer”, porque a vida é uma permanente troca e é aí que reside a beleza da vida .

O texto abaixo , é uma bela reflexão que chegou até mim via mensagem . Recebi como sendo de autoria do PAPA FRANCISCO . Mas , depois de pesquisas na Net , acabei em dúvidas quanto ao verdadeiro autor . Alguns dizem ser de Gabriel Chalita , Mas o próprio Chalita publicou como sendo de autoria de Padre Jonas Abib .
E , aliás , o Vaticano já alertou sobre as mensagens que correm na Net e via Wathsapp, de suposta autoria do papa Francisco .


Eu acredito que qualquer um dos três poderia ter escrito esta bela reflexão . Mas , independente de quem seja o autor , a mensagem é muito rica de ensinamentos e fala sobremaneira sobre o perdão . 


Somos seres em construção



Durante a nossa vida causamos transtornos na vida de muitas pessoas,porque somos imperfeitos.

Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras inadequadas,falamos sem necessidade,incomodamos.

Nas relações mais próximas, agredimos sem intenção ou intencionalmente.Mas agredimos.

Não respeitamos o tempo do outro,a história do outro.

Parece que o mundo gira em torno dos nossos desejos e o outro é apenas um detalhe.

E, assim, vamos causando transtornos.

Esses tantos transtornos mostram que não estamos prontos, mas em construção.

Tijolo a tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma.

O outro também está em construção e também causa transtornos.

E, às vezes,um tijolo cai e nos machuca.
Outras vezes,é o cal ou o cimento que suja nosso rosto.
E quando não é um, é outro.
E o tempo todo nós temos que nos limpar e cuidar das feridas, assim como os outros que convivem conosco também têm de fazer.

Os erros dos outros,os meus erros.
Os meus erros,os erros dos outros.

Esta é uma conclusão essencial: todas as pessoas erram.
A partir dessa conclusão, chegamos a uma necessidade humana e cristã:
o perdão.

Perdoar é cuidar das feridas e sujeiras.
É compreender que os transtornos são muitas vezes involuntários.

Que os erros dos outros são semelhantes aos meus erros e que, como caminhantes de uma jornada, é preciso olhar adiante.

Se nos preocupamos com o que passou, com a poeira,com o tijolo caído,
o horizonte deixará de ser contemplado.
E será um desperdício.

O convite que faço é que você experimente a beleza do perdão.
É um banho na alma!
Deixa leve!

Se eu errei,se eu o magoei, se eu o julguei mal,
desculpe-me por todos esses transtornos
Estou em construção!

TEXTO DE: PAPA FRANCISCO ?????




segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

BONECAS DE PANO : Você já teve uma ?




Eu quero apresentar aqui hoje a minha mais nova aquisição fruto do meu lado infantil escondido atrás de meu perfil sério e enigmático .

Minha mais nova companheira “ camponesinha “

.A boneca de pano sempre me encantou . Não que eu tenha sido uma criança de muitas bonecas . Na minha infância, a classe menos privilegiada se virava com o que tinha em mãos . Então , a imaginação viajava e assim nunca nos faltou bonecas feitas provisoriamente . 
A gente selecionava o material para o corpo , cabeça e escolhíamos as roupas.

 Ficávamos horas entretidas com “nossas filhinhas “ imaginárias cuidando delas e desfrutando de sua companhia . Muitas vezes eram apenas trapos enrolados , que assumiam a forma de nossa “melhor amiga” .

Talvez o fato de nunca ter uma boneca “já pronta”, adquirida em lojas, foi que me despertou esse gosto pelas bonecas de pano . Talvez a boneca “ Emília “ ,cheia de personalidade confeccionada manualmente por tia Anastácia , companheirona de Narizinho do Sítio do Pica Pau Amarelo tenha também seu quinhão na minha preferência .

Lembro-me que na 3ª série da escola tinha um dia da semana em que a professora reservava o final da aula para nos ler o livro “Reinações de Narizinho “ de Monteiro Lobato .

E foi aí que tomei conhecimento da boneca falante e cheia de personalidade , a Emília . Eu esperava ansiosa por esse dia para conhecer mais umas peripécias do Sítio onde tudo acontecia . Era para lá que eu viajava e me sentia participando daquelas aventuras .

Fui crescendo e as bonecas foram ficando distantes , voltando a habitar as prateleiras do armário de casa na infância da minha filha .Então , as bonecas já tinham adquirido um ar mais sofisticado e o acesso a elas estava mais fácil .

Bonecas que falavam “mamã e papa” , bonecas que embalavam bebês ou que batiam palminhas , além da “barbie “ , claro , fizeram parte de sua infância . Mas o meu encanto pela boneca de pano não acabou .

 Tanto que a “Camponesinha” surgiu como cópia de uma boneca de pano antiga, de minha filha , que eu tinha guardada no baú .

Foram feitos algumas modificações nela, pela artesã que a confeccionou, o  que fez fugir um pouco o ar campestre do modelo . Mas , não posso negar , ficou linda e hoje ocupa lugar de destaque no meu quarto . Até que a Maria Eduarda, minha pequena e matreira netinha  venha , claro ….rssss. Aí Não tem como negar ...e então adeus bonequinha . Irá conhecer novas paragens !

E será um prazer dar a ela de presente mais uma bonequinha de pano entre outras com que já a presenteei e que fazem a diferença entre suas bonecas sofisticadas.

Apesar de um mundo governado pela mais moderna tecnologia , as bonecas de pano ainda fazem parte do mundo infantil feminino .

 É importante  encorajar essa interação entre elas ,de modo a favorecer o desenvolvimento de futuros cidadãos, melhores e mais atentos à realidade que os cerca , que coloquem em prática os valores adquiridos na infância através dos folguedos infantis .


¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Bonecas de pano : Uma confecção  da artesã  Rosa Nogarino
Echaporã , São Paulo Brasil

https://www.facebook.com/rosa.nogarino?

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Resenha do livro : "DORMINDO COM O INIMIGO"

DORMINDO COM O INIMIGO _ RESENHA


O LIVRO

Dormindo com o Inimigo , autor Roberto Bo Goldkorn é um livro que li há algum tempo atrás , o qual achei bastante interessante visto o assunto de que trata . “Dormindo com o Inimigo", um verdadeiro alerta aos apaixonados desprevenidos que entram num relacionamento muitas vezes de olhos vendados . Ignoram certos sinais de comportamento do parceiro  , e, assim vão seguindo seu relacionamento , ignorando sinais , posturas , atitudes até que um dia a máscara toda cai e o amor acaba se tornando um verdadeiro caso de terror.
Roberto usa sua experiência profissional de 20 longos anos lidando com esses casos , em seu consultório de orientador pessoal. A experiência lhe mostrou que nem sempre é seguro mergulhar de olhos vendados num relacionamento . 
O pior inimigo pode ser aquela pessoa em que mais confiamos . Pior , “dormimos com ela “

O entusiasmo de uma paixão pode acabar num barco furado de frustração , muitas vezes sem volta.

A vida imita a arte
Bem , o que me fez retornar à leitura do livro foi um certo caso acontecido há alguns meses em Botafogo ,Rio de Janeiro. 
Estava eu a ouvir o noticiário da tarde quando uma notícia me chamou a atenção : “Advogado empurra a namorada grávida em frente a um ônibus , com o intuito de matá-la” .

Como nos dias de hoje somos vigiados constantemente por câmeras fotográficas localizadas em pontos estratégicos nas cidades , o rapaz se deu mal . Foi pego em flagrante .
O vídeo é chocante ! Fingindo que a levaria para casa , marcou encontro com ela no metrô e se ofereceu para acompanhá-la . Assim que a oportunidade apareceu , não pensou duas vezes , colocando friamente em prática o crime que com certeza já havia planejado .
O motivo ??? Estava de viagem marcada . Ia fazer um intercâmbio e um filho só atrapalharia !


Aí então a gente pensa : Que tipo de relacionamento tinha o casal ? Será que não foi possível em nenhum momento perceber o desinteresse do rapaz em relação a ela ? 
Onde fica o amor próprio , o respeito , o orgulho ferido , a auto estima ?
E quanto a ele , o que o levou a manter um relacionamento que não tinha futuro ? A covardia ,a vaidade , o ego insuflado … o desrespeito com o próximo , descaso com a nova vida gerada que o leva a praticar o abuso de vulnerável …Aliás , o namoro já havia terminado com a notícia da gravidez e a “recomendação amorosa “dele que ela fizesse um aborto . O filho iria atrapalhar seu brilhante futuro , como ele deixou bem claro .

Conclusão …
.Ao ler o livro novamente percebo o quanto os apaixonados , os dependentes de afetos são vulneráveis e propensos a se envolver com tal tipo de pessoas . Os casos verídicos , relatados no livro pelo autor me faz ver o quanto a carência afetiva , o medo de investir no novo , a insegurança quanto a mudanças, o amor excessivo que acreditam ter pela pessoa , falam sempre mais alto . 

Estão sempre dispostos a dar uma nova chance , a acreditar que aquele embate pode acabar se ele ou ela tiver paciência , acreditam piamente que um dia a mudança acontecerá .

O fato é que ninguém traz uma tarja na testa que o identifique como amigo ou inimigo , príncipe ou algoz . Nossa percepção é quem dirá .

E muitas vezes acabamos por nos enganar e nem percebemos quando foi que o príncipe se transformou em um algoz capaz da mais temíveis atrocidades, ferindo aquela que antes foi escolhida como sua “princesa” para ser amada e respeitada.
Roberto Bo Goldkorn

Vale a pena ler o livro , que não contem receitas prontas , mas que coloca o leitor em alerta quanto às possíveis deformações de personalidades que encontramos no dia a dia e a cegueira que acaba por tomar conta de pessoas incautas, levando por vezes  a desfechos trágicos.


domingo, 7 de janeiro de 2018

A Tradição continua ! Bom princípio de Ano Novo!



É de manhã ! O sol parece que hoje também se atrasou . Seu brilho deu lugar a uma manhã com neblina baixa e uma brisa um tanto fria . A manhã estava silenciosa e calma . Nem sons de carros se ouvia . Mas , claro , as crianças do “Bom princípio de Ano Novo” pularam cedo da cama . Mal abri os olhos pela manhã e já ouço sons de vozes infantis na rua .

É , a tradição continua ! Todos os anos na manhã de ano Novo lá estão as crianças , de porta em porta desejando “Feliz ano Novo “ e recolhendo suas prendas que na maioria das vezes são doces . Alguns dão até moedinhas , o que as deixa muito felizes .


Levantei-me apressadamente , afinal nem era tão cedo assim quando passaram pela minha rua . Abri a porta e me postei no portão com a cesta cheia de pacotinhos de doces que já havia preparado no dia anterior .
Aos poucos foram chegando em pequenos grupos . Os que conseguem a recompensa , avisam outros e assim sucessivamente os grupos vão chegando .


"Nossa , dessa vez a colheita foi boa" , falei a uma das crianças . Todas passavam com as sacolas repletas , felizes e também cansados porque muitos já estavam “na lida “ desde as 6 horas da manhã. 

Foram tantas as crianças que passaram pela minha porta neste ano , que ao final tive que improvisar . Meus pacotinhos ( que não eram poucos ) acabaram rapidamente !
Mas as crianças agradeciam e com os olhinhos brilhando saiam deixando alegremente um sonoro “FELIZ ANO NOVO”,


Provavelmente as crianças não entendem o ritual . Apenas repetem o gesto de seus antepassados . Mas , não é um gesto frio , vazio como pode parecer a alguns . 
Quando levam suas sacolinhas repletas de guloseimas é como se carregassem as sacolinhas cheias de esperança . Recebendo-as bem estamos passando solidariedade e partilhando com elas  simbolicamente nossa colheita do ano .

É preciso penetrar a fundo no significado do ritual , para que ele não seja visto apenas como “incômodo"como para muitos que passaram a noite em festa e pela manhã querem dormir .

Mas sempre haverá alguém disposto a abrir o portão de sua casa nesta manhã de primeiro de ano e receber sorridente um “BOM PRINCÍPIO DE ANO NOVO”

Grandes centros desconhecem essa tradição, talvez pela dificuldade na aplicação do evento. Afinal, hoje é tão perigoso crianças sozinhas andar pelas ruas. Mas , aqui no interior é uma festa. A gente já fica esperando com os doces prontos e um sorriso no rosto . E a tradição continua...

Clicando em algum dos links abaixo , terão maiores informações sobre essa tradição tão comum nas pequenas cidades do interior , mas desconhecida por muitos 









 Que nossos gestos para esse novo ano , sejam de atitudes de respeito e amor ao próximo