quinta-feira, 22 de março de 2012

Sacolas plásticas

Amigas ... Inimigas... Ou mais uma mentira ecológica?


As sacolinhas plásticas estão mesmo sumindo do mercado.
Desde que a notícia se espalhou tem sido motivo de muitos debates e questionamentos.
Afinal, acabar com o uso das famosas e úteis sacolinhas irá mesmo resolver o problema do planeta?
Acontece que o descarte inadequado e abusivo das sacolinhas tem causado serio dano ao meio ambiente devido ao longo período que leva para se decompor.
São derivadas do petróleo, uma substância não renovável e que pode levar séculos para se degradar.. Acabam flutuando nos oceanos, rios e lagos , asfixiam animais, entopem bueiros obstruindo postos de drenagem de chuva, superlotam os aterros dificultando a compactação dos detritos.
Muitos mostram-se resistentes e são contra o abandono a essa prática descartável comum em nossos dias. Sugerem sacolas biodegradáveis e que as mesmas continuem a ser fornecidas pelos supermercados.
Mas o objetivo da campanha é justante fazer o consumidor repensar seus hábitos de consumo e abandonar a cultura do descarte substituindo as sacolinhas plásticas atuais por outras retornáveis e reutilizáveis.
Há o questionamento sobre o preço cobrado pelas sacolas retornáveis, mas cada um é livre para usar a embalagem que mais lhe aprouver e que tiver menor custo, sejam caixas, sacolas de ráfia, tecido , lona, TNT etc.
O fato é que acostumados que estamos com a praticidade das tais sacolinhas, é preciso tempo para substituir esses hábitos arraigados. É muito cômodo sair às compras sem a preocupação de como transportar o produto. As sacolinhas surgem como num passse de mágica.
Muitos acham que aderir à substituição é voltar no tempo. Época em que as mercadorias eram metodicamente embrulhadas e transportadas em caixas de papelão, cestas ou sacolas trazidas de casa.
Não se trata de voltar no tempo. Mas sim de corrigir os prejuizos causados por um erro do passado ao se decidir pelas tais sacolinhas. Na época foi considerado uma maravilhosa descoberta para o comércio pois agilizou a prática do empacotamento e deixou o consumidor mais livre para ir às compras.
Hoje com o auxílio de novas tecnologias, novos estudos e descobertas já se sabe o “rombo “ causado no planeta devido ao uso inadequado desse produto plástico.
Pode ser um “acordar tardio”, mas ainda há tempo. Melhor deixarmos as reclamações de lado , nos conscientizar da necessidade de mudança de hábito e procurar nos adaptar às exigências atuais.
A medida a princípio pode parecer desnecessária, invasiva e desrespeitosa com o consumidor, tendo em vista a quantidade de tantas outras embalagens plásticas que povoam as gôndolas dos supermercados e que são descartadas nos aterros sanitários.
Mas a mudança tem que vir de algum lugar. Vamos mudar nossos hábitos, embora a princípio possa parecer difícil. Esperemos que essa campanha seja o início de muitas outras a favor do planeta para que possamos deixar de herança às futuras gerações um mundo melhor.

"A ideia não é vender sacolas, mas conscientizar a população a usar meios corretos para carregar suas compras".

2 comentários:

  1. O novo sempre apavora, né Edite?

    Ficamos sempre com medo de mudanças.

    Aqui em casa sempre usamos as sacolas para lixo depois.

    Não adiantará muito mudarmos para sacolas permanentes se continuarmos comprando saco de lixo, de plástico...

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    1. É isso mesmo, Ana. Eu também reaproveito as sacolinhas. Estou tendo dificuldades em me adaptar, mas estou me esforçando. Vou fazer a minha parte e exorto a outros que o façam também. Veremos os resultados futuramente. Bjs

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