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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Tudo pelo planeta!!!


O que podemos fazer pelo planeta?






O consumidor hoje teve que ser criativo e buscar novas alternativas de embalagem para suas compras no supermercado.
Não só na capital como também aqui onde moro começou a valer a lei da proibição das sacolas plásticas.
Eu, que sou sempre distraída, vivo passando por constrangimento na hora de carregar as compras.
Mas desta vez, consegui me garantir. Chega de pagar micos. Chega de sair carregando quarteirões abaixo mercadorias de forma desconfortável.
Então logo pela manhã, munida de minhas sacolas saí para as compras.
Estava estacionando o carro quando vi a dificuldade de um senhor idoso. Como ele não portava sacola alguma para as compras, o supermercado ofereceu uma caixa de papelão.
Empurrando vagarosamente a bicicleta, ele tentava sem sucesso algum equilibrar a caixa com a mercadoria no cano de sua bike.
Desci do carro a tempo de evitar que tudo fosse ao chão, inclusive a bicicleta.
Ficamos alguns minutos decidindo qual a melhor forma para transportar a mercadoria.
Era praticamente impossível carregar a caixa e ainda transportar a bicicleta.
Conversa vai, conversa vem, descobri que era um velho conhecido que há tempos não via.
Pareceu-memais velho com sério problema de visão. Assim não o reconheci de imediato.
Já estava para levar suas compras até sua casa, quando mencionei a ele as sacolas retornáveis oferecidas a preço irrisório pelo supermercado.
Ele me disse que não sabia dessa alternativa. Dificilmente sai às compras. Isso é tarefa para as filhas ou netos, alegou ele.
De posse das sacolas, o problema foi resolvido. Pendurou-as no guidão da bicicleta e assim pode transportar suas compras sem o perigo de perdê-las pelo caminho, embora vagarosamente.
Insisti, mas ele preferiu ir caminhando, pois sua casa não era tão longe..
Fiquei pensando em como é difícil sair da zona de conforto para explorar novas alternativas . Hábitos arraigados necessitam tempo para uma nova adaptação.
Mas, tudo pelo planeta!
Eliminar as sacolinhas plásticas é concientizar a população a usar meios ecologicamente corretos para carregar suas compras.
Mas num mundo onde quase tudo é embalado ou feito em plástico eu me pergunto: como acabar com tanto plástico?
Acabar com as sacolinhas é sem dúvida uma boa iniciativa, mas muitas outras medidas com certeza deverão ser tomadas futuramente.


quinta-feira, 22 de março de 2012

Sacolas plásticas

Amigas ... Inimigas... Ou mais uma mentira ecológica?


As sacolinhas plásticas estão mesmo sumindo do mercado.
Desde que a notícia se espalhou tem sido motivo de muitos debates e questionamentos.
Afinal, acabar com o uso das famosas e úteis sacolinhas irá mesmo resolver o problema do planeta?
Acontece que o descarte inadequado e abusivo das sacolinhas tem causado serio dano ao meio ambiente devido ao longo período que leva para se decompor.
São derivadas do petróleo, uma substância não renovável e que pode levar séculos para se degradar.. Acabam flutuando nos oceanos, rios e lagos , asfixiam animais, entopem bueiros obstruindo postos de drenagem de chuva, superlotam os aterros dificultando a compactação dos detritos.
Muitos mostram-se resistentes e são contra o abandono a essa prática descartável comum em nossos dias. Sugerem sacolas biodegradáveis e que as mesmas continuem a ser fornecidas pelos supermercados.
Mas o objetivo da campanha é justante fazer o consumidor repensar seus hábitos de consumo e abandonar a cultura do descarte substituindo as sacolinhas plásticas atuais por outras retornáveis e reutilizáveis.
Há o questionamento sobre o preço cobrado pelas sacolas retornáveis, mas cada um é livre para usar a embalagem que mais lhe aprouver e que tiver menor custo, sejam caixas, sacolas de ráfia, tecido , lona, TNT etc.
O fato é que acostumados que estamos com a praticidade das tais sacolinhas, é preciso tempo para substituir esses hábitos arraigados. É muito cômodo sair às compras sem a preocupação de como transportar o produto. As sacolinhas surgem como num passse de mágica.
Muitos acham que aderir à substituição é voltar no tempo. Época em que as mercadorias eram metodicamente embrulhadas e transportadas em caixas de papelão, cestas ou sacolas trazidas de casa.
Não se trata de voltar no tempo. Mas sim de corrigir os prejuizos causados por um erro do passado ao se decidir pelas tais sacolinhas. Na época foi considerado uma maravilhosa descoberta para o comércio pois agilizou a prática do empacotamento e deixou o consumidor mais livre para ir às compras.
Hoje com o auxílio de novas tecnologias, novos estudos e descobertas já se sabe o “rombo “ causado no planeta devido ao uso inadequado desse produto plástico.
Pode ser um “acordar tardio”, mas ainda há tempo. Melhor deixarmos as reclamações de lado , nos conscientizar da necessidade de mudança de hábito e procurar nos adaptar às exigências atuais.
A medida a princípio pode parecer desnecessária, invasiva e desrespeitosa com o consumidor, tendo em vista a quantidade de tantas outras embalagens plásticas que povoam as gôndolas dos supermercados e que são descartadas nos aterros sanitários.
Mas a mudança tem que vir de algum lugar. Vamos mudar nossos hábitos, embora a princípio possa parecer difícil. Esperemos que essa campanha seja o início de muitas outras a favor do planeta para que possamos deixar de herança às futuras gerações um mundo melhor.

"A ideia não é vender sacolas, mas conscientizar a população a usar meios corretos para carregar suas compras".

Ainda a questão das sacolinhas.... E como fica na prática?


O texto acima, mostra o teor da campanha na teoria. Citando
 exemplo de como funciona na prática, narro uma experiência minha.

Estou sempre passando por constrangimentos na hora da compra.
Aqui na minha cidade ainda não foram abolidas as sacolinhas plásticas, o que ocorrerá a partir de abril.
Talvez por isso eu esteja tendo tanta dificuldade em aderir ao novo hábito.
Acontece que sempre que vou à cidade vizinha, onde já vigora a lei, eu nunca me lembro de colocar na bolsa uma sacola reutilizável.
Sei da importância do gesto, mas acostumada com a praticidade antiga, acabo me distraindo e nunca estou preparada para as compras. Depois, também muitas vezes saímos sem intenção de comprar algo. No caminho nos lembramos de alguma necessidade e olha só... podemos ficar impedidas de adquirir algo no momento por ausência de embalagem. Ou se ver forçada a adquirir sacolas oferecidas pelo supermercado e assim acrescentar um gasto a mais na compra.
Isto está sempre acontecendo comigo. Semana passada, saí para ir ao médico. Passando em frente a uma livraria . Entrei apenas para ver se algum exemplar me atraia. Acabei adquirindo tres volumes.
Dirigi-me ao caixa completamente absorta naquilo que havia comprado que não me ocorreu estar desprovida da tal “reutilizável”.
O caixa simplesmente recebeu e colocou os volumes em cima do balcão como se dissesse: “Não tem sacola para carregar? Isso não é da minha conta”
De outra vez, entrei num shopping “tend tudo” e comprei alguns pacotes de balas. Resultado: saí com os pacotes nas mãos.
Pode parecer displicência , mas tenho conversado com outras pessoas que como eu estão encontrando dificuldades em aderir ao novo hábito: “ter sempre na bolsa uma sacola reutilizável para eventuais compras”.
Por outro lado, acho um desrespeito pelo consumidor , o comércio não oferecer nenhuma alternativa num momento embaraçoso deste. Afinal todos sabemos que hábitos arraigados são difíceis de mudar.
São poucas as lojas que nos socorrem oferecendo uma sacola de papel ou TNT.
Nos vários sites de pesquisa que busquei, descobri que a última nota oficial do procon determina que: “os estabelecimentos devem oferecer uma alternativa gratuita para que os consumidores possam finalizar suas compras de forma adequada, devendo essa medida ser adotada pelo tempo necessário à desagregação natural do hábito de consumo”. E mais: não havendo opção gratuita, o supermercado deverá oferecer gratuitamente as sacolas biodegradáveis”.
O consumidor está amparado pela legislação inclusive paraa exigir o oferecimento gratuito das sacolas sejam plásticas ou biodegradaveis.
Sou a favor da iniciativa"vamos tirar o planeta do sufoco”. Mas também sinto na pele a dificuldade em aderir a novos hábitos. Mas temos de começãr de alguma forma. Em alguns lugares o comércio colabora na conscientização oferecendo gratuitamente as reutilizáveis ao consumidor. Uma maneira simpática e respeitosa de abordar o consumidor.
Que bom seria  se todos tivessem a mesma atitude.
 O consumidor precisa ser respeitado. Hábitos adquiridos há pelo menos 3 décadas não mudam assim da noite para o dia.


Vamos ser mais racionais e menos radicais!
adote uma e vamos às compras...