sábado, 16 de junho de 2018

Meus setenta anos

VIDA:  Presente de Deus 



Setenta anos
sete décadas 
abençoadas por Deus
Momento de reflexão
que nos coloca em oração
e tem por magia
Nos elevar aos céus

Ali bem juntinho de Deus
mãos postas quero agradecer
louvores a Ele cantar
por tanta vida me doar
e por conduzir meu viver

Olho para trás
olho para frente
O passado me fez crescer
O presente me enternece
O futuro a Deus pertence
O que importa é o presente

Aniversariar
Presente de Deus
Tudo que superei
Tudo que alcancei
Sem deixar de contemplar
Um novo amanhecer
e continuar a caminhar
olhando sempre prá frente
olhos fixos no horizonte




quinta-feira, 14 de junho de 2018

Ter um Lar para voltar



Voltar prá casa é sempre muito bom
Abrir a porta e sentir o frescor que há no ar , o perfume de limpeza recente , o ladrilho frio energizando o corpo e o coração

É todo um conjunto de coisas boas e aconchegantes que sinto após ficar alguns dias fora de casa , seja por qual motivo for .

Lembranças boas dos dias passados  em visita aos netos , umedecem os olhos . Que bom se púdessemos nos ver mais vezes, nos visitar mais vezes e até ...morar mais perto .

Mas como bem disse Madre Tereza de Calcutá : “ A gente cria os filhos e os ensinamos a voar
mas não voarão o nosso voo, não sonharão os nossos sonhos e muito menos viverão a nossa vida “.

Mas , sabemos que semeamos a semente do caminho ensinado e aprendido . Assim também estão “ensinando seus filhos a voar” e mesmo que finjam não saber , um dia eles também baterão asas . E o ciclo perpetuará.

Que bom é voltar prá casa! Recanto especial que tem o meu jeito , as minhas coisas meio desorganizadas , mas no meu espaço . É tão bom encontrar tudo como deixei ou arrumado com carinho pela minha ajudante . A cama bem feita e perfumada é um convite ao aconchego que sinto debaixo de meus frescos e perfumados lençóis  .

Nada como voltar prá casa após alguns dias de vida acelerada na cidade grande . Tudo parece urgente ao mesmo tempo em que tudo é demorado e cansativo . 

Gosto é da tranquilidade do interior , onde a rua parece ser uma extensão do quintal . Nada de elevadores com senhas complicadas , nada de vida motorizada prá qualquer coisa que se faça...


Nada como ter um lar para voltar, um lugar tão nosso que podemos até decidir quem poderá dividir o espaço conosco . Um lugar onde podemos descansar , acalmar as dores do corpo e da alma . Um lugar em que podemos nos recolher no nosso silêncio , dar vazão aos pensamentos e até chorar conforme seja o que se está sentindo.

Pode existir muitos lugares , muitas famílias , muitos hotéis para te recepcionar . Mas , ter um lar para voltar é sempre muito gratificante . Aliencontro aconchego,  segurança e tranquilidade.




terça-feira, 5 de junho de 2018

erótica é a alma




Um belo texto de Fabíola Simões que casualmente caiu em minhas mãos e achei oportuno divulgá-lo aqui no blog , uma vez que tem tudo a ver com a fase que estou vivendo . 

Terceira idade ... quarta idade ... não importa .O que importa é a forma com que encaramos a maturidade .O tempo não perdoa , e as marcas inexoráveis trazidas pelo acumular dos anos são a constatação de que o tempo passou . Sim , não há como reverter o tempo , as marcas externas do envelhecimento . 

Mas é possível conservar um espírito jovial , uma alma leve que ainda faz planos , sonha e está sempre acrescentando algo em sua vida e na vida do próximo.Viver com otimismo e jovialidade , aprendendo sempre e mais que isso , ensinando já que a bagagem de conhecimentos que carrega sobrepõe à dos mais jovens.



Erótica é a alma" expressão de  Adélia Prado , em torno da qual a autora Fabíola Simões de forma inteligente produziu esse belo texto que nos autoriza a cuidar mais da alma, a enriquecer o interior , criar laços afetivos e viver a vida plenamente , com otimismo e alegria apesar do peso dos anos  
Como bem disse Fábio de Melo : coloque mais vida em seus anos e não anos à sua vida .
Nota: Este texto tem sido atribuído erroneamente à Adélia Prado. Porém, está registrado na Biblioteca Nacional como obra de Fabíola Simões e é parte integrante do livro “A Soma de todos os Afetos”, de Fabíola Simões “

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Erótica é a alma – Fabíola Simões

Adélia Prado certa vez escreveu: “Erótica é a alma”. Além de poética, a frase é redentora, pois alivia o peso da sensualidade a qualquer custo, a busca desenfreada pela juventude perdida, a corrida pelos últimos lançamentos da indústria cosmética.
E nos autoriza a cuidar mais da alma, a viajar pro interior, a descobrir o que nos completa. Pois se os olhos são as janelas da alma, de que adianta levantar pálpebras se descortinam um olhar de súplica?
Erótica é a alma que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história. Que usa a espontaneidade para ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos. Erótica é a alma que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios; erótica é a alma que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo. Erótica é a alma que aceita suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores.
Porque não adianta sex shop sem sex appeal; bisturi por fora sem plástica por dentro; lifting, botox, laser e preenchimento facial sem cuidado com aquilo que pensa, processa e fala; retoque de raiz sem reforma de pensamento; strip tease sem ousadia ou espontaneidade.
Querendo ou não, iremos todos envelhecer_faz parte da vida. As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar. A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos. A boa notícia é que a alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos_ se você permitir.
O segredo não é reformar por fora. É, acima de tudo, renovar a mobília interior_ tirar o pó, dar brilho, trocar o estofado, abrir as janelas, arejar o ambiente. Porque o tempo, invariavelmente, irá corroer o exterior. E quando ocorrer, o alicerce precisa estar forte pra suportar.
Não tem problema cuidar do corpo. É primordial ter saúde e faz bem dar um agrado à auto estima. O perigo é ficar refém do espelho, obcecado pelo bisturi, viciado em reduzir, esticar, acrescentar, modelar_ até plástica íntima andam fazendo!
Aprenda: Bisturi algum vai dar conta do buraco de uma alma negligenciada anos a fio.
Vivemos a era das emergências. De repente tudo tem conserto, tudo se resolve num piscar de olhos, há varinha de condão e tarja preta pra sanar dores do corpo, alma e coração. Como canta Nando Reis, “O mundo está ao contrário e ninguém reparou…”
Desaprendemos a valorizar aquilo que é importante, o que é eterno, o que tem vocação de eternidade.
E de tanto lustrar a carapaça, vivemos a “Síndrome da Maça do Amor”: Brilhantes por fora e podres por dentro.
O tempo tornou-se escasso, acreditamos que “perdemos tempo” quando lemos um livro inteiro, quando passamos horas com nossos filhos, quando oramos ou viajamos com a família. E nos iludimos achando que poderemos “segurar o tempo” cuidando da flacidez, esticando a pele, preenchendo espaços.
Cuide do interior. Erotize a alma. Enriqueça seu tempo com uma nova receita culinária, boas conversas, um curso de canto ou dança. Leia, medite, cultive um jardim. Sinta o sol no rosto e por um instante não se preocupe com o envelhecimento cutâneo. Alongue-se, experimente o prazer que seu corpo ainda pode lhe proporcionar. Não se ressinta das novas dores, da pouca agilidade, dos novos vincos. Descubra enfim que a alegria rejuvenesce mais que o botox.
E não se esqueça: em vez de se concentrar no lustre da maçã, trate de aproveitar o sabor que ela ainda é capaz de proporcionar…
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"Erótica é a alma" expressão de  Adélia Prado , em torno da qual a autora Fabíola Simões de forma inteligente produziu esse belo texto que nos autoriza a cuidar mais da alma , não se retendo apenas na aparência externa.
Nota: Este texto tem sido atribuído erroneamente à Adélia Prado. Porém, está registrado na Biblioteca Nacional como obra de Fabíola Simões e é parte integrante do livro “A Soma de todos os Afetos”, de Fabíola Simões “


sábado, 26 de maio de 2018

Setenta nos ? Enfim chegou



foto de final 2017

Alguém pode perguntar o porque do “enfim chegou” E eu respondo agradavelmente que me sinto tão feliz e realizada neste meu septuagésimo aniversário como uma adolescente de 15 anos .
Não sei bem dizer porque , mas sinto uma alegria interior infinda e meu coração agradecido não cessa de voltar para Deus e em uníssono com todos os anjos louvá-lo pelo grande dom da vida já adiantada que me concedeu .

Fazer 70 anos é fascinante , considerando que chegamos afinal ao extremo de sair dos bastidores e viver por nós mesmos , claro que com algumas pequenas restrições que nos coloca a vida de ainda casados . Mas, quando querem me enquadrar , me obrigar a viver a vida de terceiros , reajo dizendo sempre que “estou viva” , sim “Viva” e primo por fazer aquilo que me dá prazer e me acrescenta na vida no sentido de aprendizagem , convívio social e bem estar .

É hora de sair do quadrado. Participo bastante da vida em comunidade dando minha contribuição em trabalhos voluntário . Às vezes acho que até sou extremista demais . Tenho prazer no que faço , mas de tanto que gosto , acabo exagerando e me canso um pouco demais, Tenho que encontrar um equilíbrio mas eu chego lá .

Não fiz curso literário algum , apenas tenho formação pedagógica para professora , mas escrever neste espaço me proporciona conhecer novos amigos , variedade de pessoas umas cultas e esclarecidas , outras simples assim como eu, mas todas com um desejo enorme de com suas postagens atingir além do espaço em que vivem e levar alguma mensagem mesmo que pequena . Por exemplo , nem que seja apenas um alerta : “Ei , você está vivo/a . Existem portas a serem abertas .Coragem , ouse !”

E assim eu vou saindo do meu pequeno quintal e alçando voos , ganhando altura e esperando que logo , logo outros ousem e também ganhem as alturas voando a meu lado .

Gosto de estar sempre aprendendo . Não gosto de comodismo . Quando entro em um projeto , estou dentro mesmo . E quero fazer acontecer . Como disse Lya Luft em uma crônica sua , “ a alma tem suas dores e para se curar precisa de projetos e afetos”. 

O projeto não precisa ser algo miraculoso como bem diz ela . Pode ser algo pequeno mesmo , algo que demonstre que você ainda enxerga ao seu redor , deseja melhorar a si mesmo ou o espaço em que vive . 

Eu, por exemplo ,tenho pequenos projetos que aos poucos vou procurando executar . Gosto de fazer cursos novos , mesmo que seja apenas para enriquecer conhecimentos . Sempre tive muita vontade de fazer um curso de inglês , mas o “quadrado” em que vivia não me deu oportunidade .

Hoje , vendo abrir-se essa janela , vou correndo fazer a inscrição . As vezes penso : Inglês aos 70 anos ? De que me vai servir ? Mas logo me reanimo . Comprei um novo celular ultimamente, todo cheio de “ inovações” E para decifrar suas mensagens em “inglês” a nova língua virá ajudar . Não é uma boa razão?
Também tenho em mente um curso de teologia programado para o segundo semestre .
Viajar , viajar muito , ainda é meu sonho . E até já tenho uma lista de “lugares para visitar antes de morrer”.

A beleza da vida está aí , neste otimismo esperançoso : seguir fazendo planos como se fôssemos viver eternamente . Vou concluí-los ? Não sei , mas acredito que isso é que se chama viver …


Faço ginástica todos os os dias , gosto de ler, embora ultimamente tenho tido pouco tempo para para fazê-lo , assim como para postar também . Mas vou me ajeitando e aos poucos dando conta do recado . Quanto aos afetos , os netos e filhos poderiam preencher mais meus dias , se morassem por perto , mas tenho que me contentar com telefonemas e vídeos chamadas . Outros afetos de minha Pastoral, mães e crianças com quem convivo também me completam e o afeto e amizade dos amigos fecham o ciclo .

E é assim que chego à beira dos meus setenta anos . 
Calma , ainda não os concluí , mas estou em contagem regressiva . Pensei em comemorá-los com uma grande festa . Fiz até uma lista de convidados . Afinal , não é sempre que se completa setenta anos . E não considero uma banalidade como dizem alguns . Para mim é especial .

Mas em relação à festa , pensei melhor , prefiro apenas família e amigos mais íntimos . Não sou de badalações e prefiro algo mais discreto e longe de “holofotes”. Vamos celebrar na intimidade do lar com muita alegria e agradecimentos pela data vindoura e pelos muitos outros anos que espero hão de vir .


eu e duas amigas do grupo de "aposentadas felizes" 
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Leiam mais sobre " Meus 70 anos clicando :    tempo que foge

terça-feira, 22 de maio de 2018

TEMPO QUE FOGE





Este é um texto  que continua atualíssimo , de Ricardo Gondim, segundo ele mesmo esclareceu , muito embora ele apareça na Net com várias atribuiçoes de autoria . 

Ao aproximar-me dos meus 70 anos , veio-me à lembrança esse texto que tenho guardado em meus arquivos há muitos anos . Quando tomei conhecimento dele pela primeira vez , talvez eu não tivesse tanta urgência de viver como hoje . Mas as "jabuticabas" estão acabando e mesmo que não se queira há  uma certa urgência em viver .Ter mais passado do que futuro às vezes assusta embora não deprima , mas gera ansiedade . Parece que temos tanto ainda a viver , a conquistar , a participar , mas o tempo continua escorrendo pelos vãos dos dedos como a areia da ampulheta .

É tempo de filtrar nossas ações e interações sociais para que o tempo escasso possa render e nos proporcionar qualidade de vida, apesar do avanço cronológico.



Tempo que foge!

Ricardo Gondim


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não vou mais a workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos pontos. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos parlamentares e regimentos internos. Não gosto de assembléias ordinárias em que as organizações procuram se proteger e perpetuar através de infindáveis detalhes organizacionais.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos à limpo”. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.

Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou sobre as diferentes traduções da Bíblia. Não quero ficar explicando porque gosto da Nova Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera herética. Minha resposta será curta e delicada: – Gosto, e ponto final! Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.

Já não tenho tempo para ficar dando explicação aos medianos se estou ou não perdendo a fé, porque admiro a poesia do Chico Buarque e do Vinicius de Moraes; a voz da Maria Bethânia; os livros de Machado de Assis, Thomas Mann, Ernest Hemingway e José Lins do Rego.

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a “última hora”; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus. Caminhar perto dessas pessoas nunca será perda de tempo.


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Explicando sobre a autoria do texto

O “Valioso tempo dos maduros” ou “Tempo que fogeé um daqueles textos extraordinários que fazem sucesso na rede sendo atribuído a diversos autores. Neste caso há várias atribuições a Mario de Andrade. Contudo, o escritor Ricardo Gondim, em seu site, publicou uma nota esclarecendo: 

Escrevi “O Tempo que Foge”. Alguém o fez circular como de um Autor Anônimo. Depois, disseram que era de Mário de Andrade. Agora, por último, me acusam de tê-lo roubado de Rubem Alves. Insisto, o texto é meu. Eu o escrevi no meu computador, na privacidade de meu ambiente de trabalho e está publicado no meu livro Creio, mas tenho Dúvidas’, Editora Ultimato.
 Ricardo Gondim



segunda-feira, 21 de maio de 2018

O CASAMENTO REAL : HARRY E MEGHAN






Depois de alguns dias de reclusão forçada , motivada por pane em meu computador , eis que retorno e já falando de um acontecimento especial : "O Casamento real" , neste último sábado , dia 19 do mês  

 O CASAMENTO DO ANO 

Como não falar aqui do casamento mais noticiado do ano , o casamento do Príncipe Harry com a mais nova plebeia, Meghan Markle , a se tornar membro da realeza inglesa .

Muito glamour e elegância , mas tudo com um toque de simplicidade marcante .
Maquiagem leve , cabelo bem natural e vestido de uma simplicidade extrema . Claro que o tecido deveria ser nobilíssimo , mas nada de exageros em brilho ou pedrarias, o que combinou perfeitamente com o perfil  meigo e delicado da noiva .

Havia um certo encantamento no ar . Entre os noivos olhares de cumplicidade , olhos nos olhos , mãos que se tocavam suavemente , denotando a beleza e felicidade do momento em pequenos gestos .

Destaque para o véu , bem longo ( 5 metros de comprimento ) e com 53 flores delicamente bordadas em organza e seda e que continha uma mensagem escondida : " A Sra. Markle quis expressar sua gratidão pela oportunidade de apoiar o trabalho da Commonwealth incorporando referências a seus membros no design do vestido de noiva."

A discrição da mãe da noiva , sua roupa elegante , mas em exageros , sua emoção contida , fazia tudo parecer etéreo

Procurei pelo pai da noiva , mas depois soube que não pode comparecer por motivo de saúde . Meghan não titubeou , quebrou o protocolo e subiu as escadarias da Capela de São Jorge , na cidadezinha de Windsor , sozinha , apenas acompanhada pelos pajens que ajudavam com o lindo véu de tule de seda . Há alguns metros do altar , o sogro , príncipe Charles acompanhou-a .

Não pude deixar de pensar em lady Diana e em quanto sua ausência  deve ter feito falta ao filho Harry neste momento especial de sua vida . É de conhecimento de todos que ele foi o que mais sofreu com a morte da mãe , pois na época contava apenas 13 anos . A perda da mãe foi traumática para o jovem pré adolescente 

Há até uma certa polêmica discutida entre jornalistas de que a cadeira vazia ao lado do príncipe Willian, na cerimônia , seria em homenagem à lady Diana . Polêmica já resolvida , porque descobriu-se que faz parte do protocolo não sentar ninguém à frente da rainha  que tinha preferência pelo assento logo na fileira de trás . Afinal não se dá as costas à uma rainha .

Miosótis  , as preferidas de Lady Di também ajudaram a compor o buquê da noiva , bem como anel de água marinha azul que Meghan usou na despedida do castelo de Windsor , pertencia a Lady Diana , o que demonstra todo o carinho que devotam a ela e fizeram questão de deixar transparecer durante a cerimônia .

Enfim , um casamento de conto de fadas . Tudo muito lindo e especial com muita beleza e bom gosto . Que mantenham para sempre aquela felicidade estampada no rosto , a expressão de que juntos serão apenas um . Unidos no amor e na dor , na alegria e na tristeza , na saúde e na doença como reza o manual dos noivos .

Sejam felizes , duque e duquesa de Sussex , títulos que agora ostentam .

edite 
20/5
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A presença de um coral negro e um pastor progressista marcaram a cerimonia . . O Pastor Michael Curry falou sobre libertação e evolução através do amor . Sua frase marcante foi :  “Existe poder no amor”


Abaixo a tradução da música cantada pelo coral gospel, magnificamente interpretada :

Fique comigo

Quando a noite tiver chegando
E a terra estiver escura
E a lua for a única luz que veremos
Não, eu não terei medo. Não, eu não terei medo
Desde que você fique comigo.

refrão:
Então querida, querida
Fique comigo. Oh, fique comigo
Oh, fique. Fique comigo
Fique comigo.

Se o céu que vemos lá em cima
Desabar e cair
Ou as montanhas desmoronarem no mar
Eu não chorarei, eu não chorarei
Não, eu não derramarei uma lágrima
Desde que você fique. Fique comigo

refrão:
Então querida, querida
Fique comigo. Oh, fique comigo
Oh, fique. Fique comigo
Fique comigo

Quando você estiver com problemas, você contará comigo?
Oh, conte comigo
Oh, você não ficará agora?
Conte comigo.










quarta-feira, 9 de maio de 2018

Outono com ares de verão





Já há mais de um mês que o outono anunciou sua entrada no calendário .
Mas na prática ,  parece que está com preguiça de aparecer para ficar.

 O céu continua azul e límpido . Nada de nuvens ofuscando seu brilho . O verão embirrou e não quer ceder o lugar para o companheiro . Nada de despedidas ,os dois parecem numa guerra acirrada  disputando o espaço .


Houve algumas manhãs em que se pensou ter o ar ficado mais fresquinho . Mas foi só ilusão . Logo , logo o calor intenso ocupou o seu lugar e os agasalhos mesmo que leves voltaram para o armário .


E por essas bandas de cá , tem sobressaído o outono com ares de verão. Logo pela manhã um sol radiante e um céu azul sem nuvens . Um calorão intenso castiga durante todo o dia .

As manhãs quentes são um convite às caminhadas ao ar livre .
Caminhar é sempre bom . Quando o clima ajuda, , melhor ainda . Temos sempre o vento a nos beijar o rosto , o calor do sol a nos aquecer os ombros , o bom dia alegre de um transeunte.
flores que adornam nosso caminho

Há sempre oportunidade para o inesperado , belezas a circundar o caminho semelhante aos amigos que circundam nossa vida e nos fazem caminhar com alegria , olhares otimistas voltados para as descobertas que podem nos surpreender .

Brinco de princesa . Flor da minha infância. Sempre me encantei com ela e seus belos pingentes ornamentando os galhos da árvore 

Todos sabemos que a beleza está nos olhos de quem a vê . Os pequenos detalhes é que fazem a diferença .
Já dizia Rubem Alves : Muitas pessoas levam seus cães para passear; eu levo meus olhos para passear, eles se encantam com tudo”
Flor aveludada na cor púrpura , que também desconheço . Chamou-me a atenção sua cor vibrante em meio à pastagem ressequida 

E assim , vou caminhando , olhos atentos a tudo à minha volta. Alguns lugares merecem uma parada para sentir aquele perfume que ainda não identifiquei de onde vem , uma conversa com a mulher que varre a calçada , uma flor a ser admirada...o canto dos pássaros.

Flor desconhecida , para mim sem nome, irradiava beleza à beira da calçada . Chamou minha atenção seu formato em forma de "corneta" ou "cone " e folhagem densa . Não é uma flor perene . Cai em dois dias . Vale a pena admirar beleza tão passageira 

Um hibisco de pétalas dobradas , tão aveludadas e perfeitas remetia ao rosto juvenil da mais tenra idade 



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