sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Sou uma pequena gota no oceano : parte 2

Buscando transformar palavras em ações numa dessas tardes quentes de quase verão, dirigi-me  até a Barra Funda  com o objetivo de dar um cunho mais cristão ao meu  Natal.
Ah, Barra Funda... bairro que me traz tantas recordações!
Estacionei à sombra de algumas árvores num espaço ao lado da pracinha e desci a rua a pé.
Enquanto caminhava, observava  e me sentia também observada.
O calor da tarde trouxera  muitos para a porta de suas casas, outros  sentados nas calçadas ou em pé à sombra das árvores . Crianças brincavam pelas ruas, assim como também algumas galinhas e outros  animais domésticos.
 Muitos já me conhecem ali naquele bairro,   lembranças de uma época em que me reunia na pequena capela com as meninas do bairro desenvolvendo um projeto social, onde uma das atividades era ensinar bordado, tricô e crochê.
Um gesto simples que me ocupava 2 tardes da semana  e que me trouxe muita satisfação pessoal.
 Preencheu na época um vazio  existencial indefinido  à medida que canalizava minhas emoções nesse projeto beneficente. 
 Como se a ler meus pensamentos, logo adiante uma "moça"  que estava com seu bebê à sombra de uns eucaliptos , chamou-me pelo nome.
 Eu não a reconheci de imediato. Afinal, foram tantas as crianças que já passaram por minhas mãos!
Ela apresentou-me o seu bebê rechonchudo e mais adiante sua "menininha" mais velha que brincava com uma coleguinha.
Disse-me que bordou todo o enxovalzinho do bebê com as noções de bordado que aprendeu na meninice, quando frequentava os "encontros" da Capela. E ainda detalhou que lembra muito bem das noções de um bom acabamento do trabalho que eu fazia questão de ensinar.
 Eu, claro , senti-me orgulhosa. Não porque me sinto muito prendada ou valorizada. Mas por ter partilhado um pouco de mim, por ter deixado um pedacinho de mim não só com essa moça , mas  quem sabe tantas outras ainda se lembram do que passei a elas. Não só noções de bordado mas tantos outras conceitos. 
O bordado era apenas um chamariz...

Não é mesmo muito gratificante constatar , que algum dia, em algum lugar deixamos um pouco de nós  ?

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 Bem, mas não era nada disso que eu queria dizer. É que ao caminhar pelas ruas do bairro  eu fui me transportando para um tempo de boas recordações.

 O que eu queria dizer mesmo sobre minha ida à Barra Funda ? 
Bem isso é assunto para o próximo post


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