quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A polêmica do uso do cinto de segurança em ônibus



O acidente acontecido na madrugada desta última terça feira com o ônibus da viação 1000,na rodovia Rio-Teresópolis (Br 116), trouxe novamente à tona a problemática do uso de cinto de segurança em veículos rodoviários.
Até o mometo as reportagens confirmam 14 mortes e 15 feridos gravemente.
Não se sabe ainda a causa efetiva do acidente, mas pode-se afirmar, segundo autoridades rodoviárias que o acidente seria minimizado em 50% caso passageiros estivessem usando o cinto de segurança.
A obrigatoriedade do uso de cinto de segurança em transporte rodoviário data de 1999. Apesar desta obrigatoriedade , poucos passageiros dão atenção a essa norma. Sem contar também que não recebem estímulo algum do motorista que muitas vezes ele próprio não faz uso do mesmo.
Em viagem à Goiânia neste final de semana, o ônibus sequer tinha o cinto de segurança. Fiquei apreensiva o trajeto todo de 14 horas. A cada freada mais brusca podia-se sentir o balançar desgovernado do tronco.
No retorno, talvez um modelo mais novo da mesma companhia, já possuia o cinto, mas que também não considerei muito seguro devido à pouca proteção que oferecia. Sabemos que aquele tipo de cinto que prende abaixo da cintura, em eventual colisão pode ocasionar sério risco na coluna vertebral.
Bem , mas na falta de outro, melhor se proteger, embora o motorista tenha nos alertado da necessidade do uso do mesmo “pelo menos” até Uberlândia, trecho de possível fiscalização.
esta seria a titude correta em todos os ônibus.

Escolha a vida!
O que se percebe neste caso é a falta de conscientização do passageiro que coloca em risco a própria vida e a vida de outro . E o motorista mal esclarecido ou negligente que não dá importância ao uso do cinto de segurança também merece punição por infração da lei e prováveis gastos hospitalares e indenizações , sanções com as quais as empresas se verão à volta em caso de acidente.
É bom que se reflita porque as campanhas para uso do cinto de segurança e sua fiscalização acontece de maneira eficaz apenas em carros de pequeno porte e aviões,  as mesmas normas não são exigidas em transporte rodoviário.

Portanto, as empresas precisam investir para que passageiros usem o cinto. Devem buscar apoio das autoridades para que alertem sobre a obrigatoriedade do seu uso.
A rigidez de obrigatoriedade deveria ser como nos aviões. Todos precisam usar, sendo passível de punição aquele que não o fizer.








2 comentários:

  1. Acabei de perguntar se você estava em Goiânia. Já vi que sim.

    Você está certa, Edite. O próprio motorista, às vezes, não usa.

    E tinha que haver, por parte da empresa, um maior envolvimento, colocando folders explicando a importância do uso do cinto e do motorista alertando aos passageiros antes de iniciar a viagem.

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  2. No caso dos ônibus, a instalação do cinto de segurança (e consequentemente, sua utilização) apresenta algumas exceções, não sendo obrigatório para:

    - os ocupantes (motorista e passageiros) de ônibus de linhas urbanas, em que se é permitido viajar em pé (artigo 105, inciso I, do CTB e artigo 2º, IV, ‘c’, da Resolução do Contran nº 14/98) – ressalta-se que a permissão de viajar em pé não constitui requisito de classificação de qualquer veículo no Código de Trânsito, sendo apenas decorrente da respectiva concessão para a realização do transporte público de passageiros, pelo Poder público local (ou seja, quem estabelece se é possível ou não transportar pessoas em pé, é o Poder Executivo municipal, competente para prestar ou delegar o serviço de transporte coletivo, conforme artigo 30, V, da Constituição Federal)

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