O comentarista afirma que estudo, aperfeiçoamento, dedicação e trabalho honesto são sinônimos de oportunidades.
Uma infância pobre, uma personalidade desde cedo,
como os amigos e parentes contaram, marcante e combativa. E que lá
atrás fez uma escolha que mudou a vida dele. Joaquim Barbosa estudou
muito, fez a opção certa. Estudou muito e trabalhou muito. Chegou
ao Supremo, e agora é o presidente do Supremo, o chefe de um dos
três poderes da República.
Estudou em escola pública quando se saía da
escola pública em condições de entrar na universidade pública. E
não precisou de lobbies para subir, sempre foi pelo caminho do
concurso público, um exemplo. E mostrou que fez tudo isso com
coragem, como tem demonstrado como relator do processo que tem réus
poderosos.
No discurso de quinta-feira (22), pregou a
independência dos juízes e disse que é preciso afastá-los desde
cedo das más influências. E também perguntou de que valem os
prédios suntuosos e sofisticações se a Justiça demora e não
atende a todos. E ele sabe de que está falando.
Joaquim Benedito Barbosa Gomes é a prova de que é
possível com estudo e com trabalho. E que estudo, aperfeiçoamento,
dedicação e trabalho honesto são sinônimos de oportunidades. E,
como colheu de tudo isso o filho de lavradores Martinho da Vila,
quando perguntaram mais uma vez sobre a cor da pele: “A importância
de Joaquim Barbosa no Supremo não é pela cor, é pela capacidade”.

