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| a cada ave-maria, uma flor é colocada, até que o terço fique completo |
evangelizar é preciso: Espiritualidade na catequese
Quer saber como foi nosso "terço das flores? clique no link e verá todas as etapas e fotos . Foi muito lindo e rico de aprendizado e fortalecimento na fé.
E foi através desse evento que conheci melhor o personagem da história abaixo:JÚNIOR
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O garotinho da esquerda , eu o chamarei Júnior.
Aparenta ter doze, talvez 13 anos.
A 1ª vez que vi Júnior, estava acompanhado do pai que veio trazê-lo para o encontro de catequese.
Mas chegou atrasado. Eu já havia dispensado minha turma e já estava quase no portão.
Parou, apresentou-me o filho e demorou-se em delongas sobre o comportamento inaceitável do filho.
Dizia que era muito indisciplinado, desobediente e rebelde. "Eu não aguento mais tanta reclamação desse menino ! Na escola os professores só tem reclamações a fazer"
Júnior ficou de longe ouvindo a "ladainha" ofensiva do pai sem se manifestar. Parecia que nem era com ele.
Eu confesso que pensei: "Xiii... Meu Deus, estou com uma turminha tão comportada, simpática e participativa... Lá vem uma "ovelhinha negra" tumultuar nossos encontros."
Ouvi todo o desabafo do pai e fiquei pensando como a Catequese poderia ajudar uma criança tão sem princípios cristãos e até antissocial como descrevia o pai
"Mas eu nem o conheço", pensei . "Vamos acolhê-lo e oferecer-lhe muito amor e carinho. Vamos procurar fazê-lo sentir-se valorizado e respeitado como todos os outros membros do grupo. Veremos como reage."
Então, tratei logo de dispensá-los, evitando um maior constrangimento do garoto, que claro, devia estar se sentindo a pior das criaturas ,assim discriminado pelo próprio pai.
Disse então que poderiam vir na próxima semana para participar com os outros pais e seus filhos da espiritualidade do "terço das flores"
O Pai prometeu que viriam. Eu, sinceramente, não acreditei. Se a criança é tão rebelde assim, pensei ela dará um jeitinho de "escapulir" do compromisso.
Mas, quando foi na quarta -feira, eu dou de cara com pai e filho entrando pela lateral do salão que já estava cheio.
Cumprimentei o pai. Cumprimentei Júnior: "Olá tudo bem com você? Que bom que Você veio!"
Ao que ele sacudiu a cabeça assentindo e me sorriu, um sorriso doce e acolhedor.
O sorriso dele quebrou algo dentro de mim. Talvez uma barreira invisível que me colocava de prevenção contra ele.
Ficaram ali junto com os outros o tempo todo. Atrás de mim eu ouvia a voz forte do pai respondendo às orações.
E , quando quase todos já tinham se retirado, Júnior me surpreendeu pela espontaneidade interagindo bem com as catequistas , tirando fotos...
E quando posou para essa foto, eu não acreditei ... Bem sociável o garoto!
Reparem na foto: enquanto as garotinhas tem uma postura de intimidade com o sagrado, Júnior permanece mais afastado e não sabe o que fazer com as mãos. Mas o sorriso continua no rosto.
Olhando para essa foto eu tenho certeza de que não só a catequese já acolheu Júnior, mas Maria SSma, nossa mãezinha do céu já o tem nos braços!
Seja bem vindo Júnior!!!