Bons exemplos ainda existem....
Esta semana fui
com um amigo na baixada dos camelôs, na cidade vizinha. Confesso que
nunca tinha estado ali e aquela diversidade de barraquinhas entulhadas
de badulaques, me atraiu. Fugir dos shoppings, conhecer outras
realidades é gratificante. É no meio do povão que se conhece a vida como
ela é..
Lembrei-me de que precisava de uma bolsinha porta celular. Dessas baratinhas, mas práticas e úteis.
Enquanto
meu amigo vasculhava seu objeto por entre as barracas, eu fiz parada em
uma delas onde havia uma variedade do objeto procurado.
Escolhe, prova,
coloca o celular, tira o celular, abre, fecha... Até que me decidi por
não levar. Não me agradaram.
Agradeci
e saí procurando em outras barracas. De repente alguém me toca pelas
costas. Era a dona da barraca onde eu estivera antes. Viera rápido me
entregar o celular que havia esquecido dentro de uma de suas bolsinhas.
Achei de uma honestidade incrível. Eu não dera pela falta do mesmo.
Talvez só o desse quando estivesse em casa. E daí até provar que meu
celular tinha ficado entre seus objetos, seria outra história.
É
tão comum hoje pessoas inescrupulosas se apropriarem indevidamente do
que não lhes pertence. Muitos se apoiam na frase popular e tão conhecida: “Achado não é roubado”. Acham-se espertinhos. Nada mais do que uma justificativa para transformar atos imorais em morais ou irracionais em racionais.
Poderia
continuar aqui discorrendo sobre uma série de atos de honestidade que
já presenciei como também fui protagonista. O inverso também é
verdadeiro.
Diariamente
encontramos em nossos caminhos honestos e desonestos. Mas são os bons
exemplos que arrastam. Donde se conclui que honestidade pode ser
inerente ao caráter da pessoa. Mas também se aprende e se lapida. Tem
papel fundamental primeiramente a família e complementa-se na escola.
Dois ingredientes fundamentais acompanham a honestidade: a vergonha da transgressão, o receio de ser descoberto e a culpa, resultado da auto crítica e que traz o remorso.
Por
isso digo que quem é honesto, o é por natureza e ponto final. Pessoas
assim não conseguem ficar com o que não é seu, mesmo que tenha achado no
banco da praça ou na rua.
Sempre encontra um meio para devolver.
E você, se conseguiu ler até aqui, seja honesto e dê seu parecer real sobre o texto.
