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segunda-feira, 25 de março de 2024

Botando a cabeça prá funcionar 9/2024;Uma viagem no mundo do bordado.

https://chicabrincadepoesia.blogspot.com/ 



 “Sempre admirei a arte do bordado. Minha habilidade nesta arte não é das mais apuradas, mas o suficiente para me perder na magia que envolve todo seu significado” 

*****

Sempre estive envolvida com bordados . Desde adolescência quando praticávamos ponto atrás , haste, corrente e laçada nos "panos de prato" que nossas mães nos davam para bordar o enxoval.

Depois me envolvi com ponto cruz, vagonite . Dei até aulas para umas meninas carentes de periferia . As meninas faziam bordados lindos . Eram tardes que nem víamos a hora passar traçando linhas, formando desenhos  entre linhas,  cores, nós e pontos como se a bordar  a vida .

“Bordar o tecido é bordar dentro de nós”, diz Fábio de Melo em seu livro “Mulheres de aço e de ferro”. 
“No entrelaçamento dos fios e linhas os entrelaçamentos próprios da vida cotidiana”


Ano passado  tentei completar meu aprendizado com algumas aulas de bordado cultural, ou seja um resgagte dos bordados do tempo da vovó.

Muito rococó, nó francês, caseado, corrente e suas variaçoes, elétrico, ponto espiga e tantos outros .

ensaiando pontos passo a passo

E assim eu sigo, enredando linhas, desfazendo nós , um ponto à frente, um ponto atrás . Como na vida . A cada dia um passo, desfazendo erros , mudando caminhos , errando, corrigindo e buscando acertar mesmo deixando marcas e alguns nós .

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É , a imagem da chica me fez viajar no mundo do bordado.


Participando do desafio mensal da Chica no seu blogue 

"Chica brinca de poesia "

terça-feira, 8 de junho de 2021

Bordando a vida




 Todos sabemos que a vida é feita de pequenos momentos . Alguns bons, inesquecíveis , imortalizados em fotos . Outros nem tanto assim. Alguns até traumatizam , exemplo do que vivemos hoje com essa interminável pandemia .  Não dá pra excluir nenhum desses momentos . Eles estarão sempre com você . Alguns mais intensos , outros menos . Mas serão lembrados  seja para trazer alegrias ou acentuar tristezas .
 Todos esses momentos farão parte de você . E a cada experiência vivida será como costurar mais um retalho em sua colcha da vida .


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* Um texto para refletir



  Apenas uma observação : Há uma certa polêmica quanto a autoria desse texto . Alguns afirmam não ser de Cora Coralina . Mas o que importa é a mensagem que ele traz . A riqueza de conteúdo que há nele.
A verdaeira autora do texto seria Cris Pizzimenti ????

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Republicando..."Bordando a vida"

O texto abaixo foi publicado no ano passado. Hoje ele me veio à mente novamente. É que "vozinha" nesta última semana desfez o "último nó" que a prendia aqui na terra. 
 Em pé diante de seu esquife eu não pude deixar de lembrar desse nosso encontro em que ela me recebeu com uma alegria tão pura e verdadeira. Um largo sorriso no rosto já marcado pelo tempo.  
Nunca me esqueço da maneira como entusiasmada mostrava-me os seus bordados e falava deles com tanto amor e cuidado.O mesmo cuidado que dispensava no trato às amizades  e familiares. Seu mais rico bordado? os netos , os filhos ...os familiares em geral...aos quais sempre procurou "desembaraçar os nós" que  porventura se faziam em seus caminhos.
Adeus, vozinha. Seu corpo já não mais pertence a este mundo. Mas  ficaram boas lembranças,  ensinamentos apenas dignos de um grande livro aberto: seu coração!
A lembrança de sua presença amiga estará sempre no meio de nós! 

 

Homenagem póstuma

a arte de bordar se mistura com a arte de viver


Há algum tempo atrás escrevi um texto que iniciava assim: “Sempre admirei a arte do bordado. Minha habilidade nesta arte não é das mais apuradas, mas o suficiente para me perder na magia que envolve todo seu significado” 

Bem, mas o que eu quero dizer é como e porquê este texto me veio à mente ontem após uma visita a uma amiga idosa já com seus 90 anos completos.

Não é de praxe visitá-la. Mas sempre que nos encontrávamos a alegria e receptividade era recíproca. E eu já estava a me indagar o que estaria acontecendo para que ela saísse de circulação por tanto tempo.

Vózinha passa pelo processo normal da limitação pela idade, este agravado nos últimos tempos. Seus passos já estão mais lentos e não obedecem totalmente a seus comandos. O pouco caminhar é para ela um esforço acima de suas forças.

Mas seu sorriso, sua alegria e otimismo e sua mente ainda lúcida não tem limites.

Olhar embaçado? Nem pensar...esse passa longe. O olhar da vózinha revela alegria de viver e tem um “brilho especial”.

Passa os dias envolvida com seus bordados , os quais faz faz com muito carinho e dedicação.

O entusiasmo com que mostrou-me algumas peças tão perfeitas, dignas da melhor confecção revelaram -me uma exímia e caprichosa bordadeira. Pontos minuciosos, executados com paciência e muito cuidado para não se desviar do complicado gráfico tracejado. Os bordados da vovó são verdadeiras preciosidades.

Ao falar-me da família, mostrar-me orgulhosa a foto dos netos, contar da surpresa no último aniversário, foi então que me veio a analogia:

“Enquanto borda o tecido, vózinha também borda a vida” O mesmo carinho, o mesmo cuidado no ponto a ponto, vózinha tem também com as relações afetivas familiares.

Bordado perfeito? Sim! Mas quantas vezes ela não teve que parar, observar o gráfico, desembaraçar nós pacientemente, e até ver marcas deixadas pelo constante desmanchar. Assim como as dificuldades na vida deixam marcas. Mas o importante é recomeçar sempre. Rever o caminho .

Pode-se dizer que a arte de bordar imita a arte de viver. “Bordar o tecido é bordar dentro de nós”, diz Fábio de Melo em seu livro “Mulheres de aço e de ferro”. “No entrelaçamento dos fios e linhas os entrelaçamentos próprios da vida cotidiana”

Enquanto borda ela afugenta a solidão, trabalha seus medos, sua ansiedades , supera dificuldades.

E assim, segue ponto a ponto. Como na vida. Passo a passo. Desfazendo nós, retornando no caminho. Desfazendo erros.

Marcas podem ficar. Mas o importante é o valor que se dá a cada ponto. Ou a cada passo.Sempre procurando caminhar com equilíbrio e bom senso.

E assim, em cada ponto dado, em cada emaranhado de linhas, ora seguindo adiante, ora desembaraçando nós, vózinha segue bordando a vida. Bordando e delineando a própria história.




quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O trem da vida





O texto abaixo foi usado como reflexão com os catequisandos de Crisma no encerramento da catequese. 
 Muitos estavam descontentes ao saber da decisão do padre em planejar uma nova situação para o ano seguinte com outras catequistas e também outros amigos   de turma. 
Um ano juntos fez com que  adquiríssimos um vínculo de amizade e cumplicidade muito forte. 
Isto é comum acontecer não só com colegas da mesma turma de catequese assim como também com colegas de escolas e quaisquer outros grupos.
 O texto teve o objetivo de mostrar a eles que a vida é como se fosse uma grande viagem.  Nem sempre é possivel permanecer "acomodados" no mesmo quintal. Ou no mesmo trem. Alguns permanecem, outros devem ir. A viagem é cheia de surpresas agradáveis, mas também de imprevistos e tristezas. 
Alguns retornam, outros não. O importante é aproveitar bem cada momento ao lado das pessoas que nos cercam, vivenciar juntos boas experiências.
Mesmo que alguns se vão ou eu mesma precise ir, que deixemos boas recordações e que estejamos preparados e abertos a novas experiências de vida.
 Interprete tudo como uma nova oportunidade de crescimento e aprendizado!

 O trem da vida

 Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que, julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco: nossos pais.
Infelizmente, isto não é verdade. Em alguma estação, eles descerão e nos deixarão órfãos do seu carinho, amizade e companhia insubstituíveis, mas isto não impede que, durante a viagem, pessoas interessantes e que virão a ser super especiais para nós, embarquem: nossos irmãos, amigos e
companheiros inesquecíveis
Muitas pessoas tomam o trem, apenas, a passeio. Outros encontrarão nessa viagem, somente, tristezas. Outros, ainda, circularão pelo trem, sempre prontos a ajudar a quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas. Outras tantas passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu assento, ninguém sequer o percebe.
Curioso é constatar que alguns passageiros que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos e somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante a viagem, atravessemos, com grande dificuldade, o nosso vagão, a fim de chegarmos até eles... só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já haverá alguém ocupando aquele lugar.
E assim é a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas... Porém, jamais, retornos. Façamos, pois, essa viagem, então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, os que tiverem de melhor, lembrando sempre, que em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender isto, porque nós, também, fraquejamos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá.
O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos os nossos companheiros de viagem, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.
Eu fico pensando se, quando descer desse trem, sentirei saudades... Acredito que sim. Separar-me de alguns amigos que fiz nessa viagem, será, no mínimo, dolorido, como deixar meus filhos, fazendo a viagem sozinho.
Isto, com certeza, será muito triste, mas, me agarro a esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram... e o que vai me deixar feliz será verificar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.
Amigos, façamos com que a nossa estada, nesse trem da vida, seja tranqüila, que tenha valido a pena e que, quando chegar a hora de desembarcamos, o nosso vazio deixe saudades e boas recordações para todos aqueles que prosseguirem a viagem...

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Bordando a vida

a arte de bordar se mistura com a arte de viver


Há algum tempo atrás escrevi um texto que iniciava assim: “Sempre admirei a arte do bordado. Minha habilidade nesta arte não é das mais apuradas, mas o suficiente para me perder na magia que envolve todo seu significado” http://el.balbo.zip.net/arch2011-07-10_2011-07-16.html (blog já desativado)
Bem, mas o que eu quero dizer é como e porquê este texto me veio à mente ontem após uma visita a uma amiga idosa já com seus 90 anos completos.
Não é de praxe visitá-la. Mas sempre que nos encontrávamos a alegria e receptividade era recíproca. E eu já estava a me indagar o que estaria acontecendo para que ela saísse de circulação por tanto tempo.
Vózinha passa pelo processo normal da limitação pela idade, este agravado nos últimos tempos. Seus passos já estão mais lentos e não obedecem totalmente a seus comandos. O pouco caminhar é para ela um esforço acima de suas forças.
Mas seu sorriso, sua alegria e otimismo e sua mente ainda lúcida não tem limites.
Olhar embaçado? Nem pensar...esse passa longe. O olhar da vózinha revela alegria de viver e tem um “brilho especial”.
Passa os dias envolvida com seus bordados , os quais faz faz com muito carinho e dedicação.
O entusiasmo com que mostrou-me algumas peças tão perfeitas, dignas da melhor confecção revelaram -me uma exímia e caprichosa bordadeira. Pontos minuciosos, executados com paciência e muito cuidado para não se desviar do complicado gráfico tracejado. Os bordados da vovó são verdadeiras preciosidades.
Ao falar-me da família, mostrar-me orgulhosa a foto dos netos, contar da surpresa no último aniversário, foi então que me veio a analogia:
“Enquanto borda o tecido, vózinha também borda a vida” O mesmo carinho, o mesmo cuidado no ponto a ponto, vózinha tem também com as relações afetivas familiares.
Bordado perfeito? Sim! Mas quantas vezes ela não teve que parar, observar o gráfico, desembaraçar nós pacientemente, e até ver marcas deixadas pelo constante desmanchar. Assim como as dificuldades na vida deixam marcas. Mas o importante é recomeçar sempre. Rever o caminho .
Pode-se dizer que a arte de bordar imita a arte de viver. “Bordar o tecido é bordar dentro de nós”, diz Fábio de Melo em seu livro “Mulheres de aço e de ferro”. “No entrelaçamento dos fios e linhas os entrelaçamentos próprios da vida cotidiana”
Enquanto borda ela afugenta a solidão, trabalha seus medos, sua ansiedades , supera dificuldades.
E assim, segue ponto a ponto. Como na vida. Passo a passo. Desfazendo nós, retornando no caminho. Desfazendo erros.
Marcas podem ficar. Mas o importante é o valor que se dá a cada ponto. Ou a cada passo.Sempre procurando caminhar com equilíbrio e bom senso.
E assim, em cada ponto dado, em cada emaranhado de linhas, ora seguindo adiante, ora desembaraçando nós, vózinha segue bordando a vida. Bordando e delineando a própria história.