Finalmente
a cidade retomou seu ritmo normal. Sem aquela barulheira toda
provocada pela propaganda política. Bandeiras nas esquinas sumiram
de vista dando um visual mais leve à cidade.
No desespero de última hora, alguns ainda colocam seu bloco na rua.
Aliás,
nos últimas dias de campanha o que mais pudemos observar por aqui
foi o desespero tomar conta de canditados e eleitores mais
fanáticos.
A luta
pelo poder se mostrou acirrada. Comícios e mais comícios. Ficava
difícil à população frequentadora se decidir em qual participar.
Todos aconteciam ao mesmo tempo com o estrondoso espoucar de rojóes
e separados apenas poucas quadras um do outro. Uma verdadeira
loucura, sem falar nos nossos tímpanos obrigados a conviver com toda
essa barulheira desrespeitosa. E o eleitor no meio de toda essa
falácia, tentando se identificar com o canditado que mais apresentasse
projetos sérios, confiáveis e funcionais.
Difícil
não? Em meio a tantas mentiras, falsas promessas, corrupção,
manipulações de que lançam mãos os politiqueiros a maioria da
população já chegou a um consenso comum definindo política como
“algo que não presta”, que são todos “farinha do mesmo saco”.
Enquanto
alguns são extremistas, querem o poder a qualquer custo, criam
rivalidades, agridem -se e até cometem atentados contra a vida dos adversários,
outros se mantém indiferentes, conformados num estado de aceitação
letárgica como se a administração pública não tivesse reflexo
em sua vida pessoal.
Muitos
dizem que odeiam política, mas jamais conseguiremos fugir dela. Eu
digo que política é “um mal necessário”. Afinal a política é
norteadora das diretrizes sociais, econômicas e culturais de nossa
sociedade. É somente através dela que são taçados os meios que
visam à satisfação dos fins coletivos. É através do voto que a
sociedade se organiza delegando a algumas pessoas a responsabilidade
de gerir os bens e recursos postos em comum a favor de todos e à
outras a responsabilidade de fiscalizar e organizar o uso destes
recursos por meio de leis ou outros modos possíveis.
Portanto
a política quando não transformada em emprego vitalício
tornando-se profissão perpétua para alguns, quando não a
transformam em negócio de família, quando não visa apenas o
próprio bem ou de um grupo restrito, quando não transformada apenas
em meio de vida , tem uma função fundamental para podermos viver em
sociedade. Permite que vivamos de forma organizada , civilizada e com
possibilidade de vida digna para todos.
Concordo
que “separar o joio do trigo” não é tarefa fácil, mas o voto é
a única arma que temos , um instrumento poderoso para colocar a
“casa em ordem”.
Deixe de
lado essa posição de indiferença e conformismo. Se todos votarmos
com liberdade, consciência e responsabilidade, vamos descartando os
politiqueiros e elegendo aqueles que realmente fazem política e não
politicagem.
A mudança
depende muito de nossa atitude. O dia “D” está batendo à porta.
Vamos aproveitar este momento para dar um basta na politicagem que
trava o desenvolvimento econômico e social de nossa cidade.
Se todos
votarmos com liberdade, consciência e responsabilidade, vamos
descartando os politiqueiros e elegendo aqueles que verdadeiramente
fazem política.
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