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quarta-feira, 21 de abril de 2021

Eles se declaram inocentes : O caso Henry Borel

 



Monique Medeiros e  o vereador Dr. Jairinho , ambos presos acusados da morte brutal do filho dela , HenryBorel.

Desde o início , uma farsa só . Um padrasto violento e uma mãe conivente com as atrocidades contra o próprio filho .

O que leva uma mãe a usar de todas estratégias e mentiras para encobrir um crime contra o próprio filho ? Difícil de entender .

Henry , uma criança   alegre e saudável vivendo debaixo de um teto onde pairava o terror .

Pobre Henry! Pobre criança inocente e sem defesa à mercê de dois monstros .Apenas 4 aninhos . Uma vida mal começada e interrompida  de forma tão brutal.

 A mãe tinha a guarda da criança . Como imaginar que ela não o protegeria de qualquer maldade viesse esta de onde fosse ? 

Ela era a guardiã ! A ela cabia a defesa e proteção do próprio filho E então , ela se omite , esconde-se atrás de mentiras e falsidades . Protege o agressor.

Estaria ela acuada , aterrorizada com medo de represálias . Sentiria-se ameaçada ? 

Eles se declaram inocentes . Como no caso de Isabela Nardoni, (caso  2008) ,  também vítima da violência do pai e madrasta . Ambos os casos que repercutiram no país inteiro . 

A verdade jamais será revelada no caso dos Nardoni . A verdade também , acredito , jamais será admitida pelo casal Jairinho e Monique . Vão negar infinitamente . São capazes de matar , mas falta coragem para assumirem a culpa .

Mas as investigações estão quase concluidas . A polícia já tem provas suficientes que os incriminam . Não há mais por onde correr , embora neguem sempre.

"Não resta a menor dúvida com os elementos que temos sobre a autoria do crime cometido pelos dois. As provas são contundentes e apontam  que o vereador Jairinho foi o autor das agressões que mataram  o menino Henry Borel de apenas 4 anos de idade ", disse o delegado .

O vereador Dr. Jairinho teria aplicado as agressões e a mãe Monique Medeiros sabia , ou seja , foi conivente .

Audios apreendidos em celular  expondo conversas com a babá  são provas claras de que as agressões já vinham acontecendo há algum tempo.

Estaria ela acuada, temendo represálias? Estaria sendo ameaçada , com um terror desmedido a ponto de proteger o agressor ?

Nem todo amor de mãe é incondicional . Infelizmente essa foi a conclusão final após apuração do caso . E, acuada ou não , ela permitiu o assassinato do filho.

O caso Henry Borel acende um alerta na sociedade . Pais e cuidadores  devem ficar sempre alertas a qualquer mudança de comportamento das crianças  . Muitas vezes a criança aponta , mostra-se ansiosa ou demonstra medo diante de determinadas situações , mas é desacreditada .

É importante lembrar que a violência dentro de casa pode ser física ou psicológica , muitas vezes manifestada até por negligência dos pais .

No caso Henry Borel , houve sinais . O pai não deu atenção às queixas do filho e a babá , talvez pressionada mentiu durante o primeiro depoimento .A mãe , ah... a mãe ! esta se escondeu atrás do luxo e boa vida ... 

O resultado foi toda essa tragédia que certamente deixará marcas . Prisão perpétua não seria suficiente pra apagar tamanha dor e repúdio .

Henry muito cedo voou para áreas celestiais e hoje faz parte do grupo de anjos que saltitam nas brancas núvens .


Para Henry , a rosa branca da inocência maculada 


terça-feira, 14 de janeiro de 2020

ERA UMA VEZ...



Era uma vez...
Assim começam os contos infantis onde sempre há um herói ou hroína e ao final tudo termina em alegria e felicidade : “ e viveram felizes para sempre !”

Mas o conto que vou lhes contar de magia não tem nada . Pelo contrário tem muito de horror e crueldade .
Também não teve um final feliz . O que ocorreu com Emanuelle , a nossa personagem do conto verídico é monstruoso e cruel .
Não houve príncipe encantado que livrasse Emanuelle das garras do monstro . Não houve caçador valente que protegesse a bela e ingênua garotinha das mãos do lobo mau .

Emanuelle , garotinha esperta de 8 anos gostava de brincar no parquinho perto de sua casa . Tão perto que a mamãe a vigiava de longe . Muitas crianças ali gostavam de brincar . Afinal , que perigo pode ter brincar no parquinho ao lado de casa e numa cidade tão pequena como Chavantes , onde toda a população “pensa” que se conhece?

Isso mesmo , “pensa que se conhece “ , porque o lobo mau era vizinho de Emanuelle . E o perigo se esconde onde menos se espera . O perigo mora ao lado .

Emanuelle brincou , brincou ! A mamãe a chamou uma , duas , tres vezes . Mas Emanuelle sempre pedia prá brincar mais um pouquinho . Até que finalmente ela decidiu que deveria obedecer aos apelos da mamãe e ir para casa .

E tudo aconteceu tão rápido que ninguém percebeu que sorrateiramente o lobo mau se aproximou da menina . Tão silenciosamente como se aproximou , também sutilmente a levou com o pretexto de irem até um pomar próximo colher mangas para presentear a mamãe .Os dois pedalaram lado a lado , a vítima inocente sem saber que caminhava para o covil .

Quatro dias procurando pela menina . Policiais envolvidos , cães farejadores , voluntários...  A cidade toda num clima de ansiedade e tensão : O que teria acontecido com a garotinha? 

Na madrugada de segunda feira o corpo foi encontrado num matagal numa área rural próxima .O réu confesso Agnaldo, 49 anos  , depois de friamente fingir ajudar nas buscas indicou o local onde havia “desovado” o corpo da inocente criança .

Emanuelle foi morta a facadas . Não se concebe crueldade maior .Conhecemos nossos vizinhos , mas não sabemos quem realmente são . Aguinaldo é criminoso reincidente . Verificando sua ficha criminal a polícia descobriu que há 30 anos atrás esteve pagando pena por ter assassinado o irmão numa discussão .

O que se espera de um perfil assim ? Mas , infelizmente não temos bola de cristal . Por isso nos dias de hoje onde a maldade anda solta , todo cuidado é pouco.

Crianças precisam ficar sob o olhar vigilante dos pais . Temos acompanhado o caso de tantas crianças vítimas da violência brutal nas mãos  de inescrupolosos brutamontes. Toda precaução nunca é demais .

Nada justifica tal ato violento . A justificativa pelo crime é banal:  vingança contra a mãe da menina  . Mas a polícia está investigando e vai descobrir a verdade .

Enquanto isso , Emaneuelle se foi ! Tantos sonhos interompidos , tanta vida por viver
quantas realizações que não acontecerão...


Seus olhinhos brilhantes... seu sorriso doce , seu semblante alegre, certamente   não morrerão no coração daqueles que realmente a amaram

Emanuelle … mais uma estrelinha no céu a brilhar


Com certeza Emanuelle subiu os degraus para a glória celestial ao lado do Senhor e seus anjos .

Descanse em paz, Emanuelle !

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Fonte : 













segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A criança e o trabalho nas ruas

No post anterior onde falei sobre a pureza e ingenuidade das crianças, nas entrelinhas entende-se que criança precisa brincar e ter uma família que a ampare , respeite e proteja

O ato de brincar promove um desenvolvimento saudável, ajuda na interação social com os companheiros , resolução de conflitos promovendo sociabilidade e desenvolvendo sua criatividade e inteligência.

Brincar é um direito da criança que já traz ao nascer esse espírito lúdico que vai tomando forma e ganhando espaço de acordo com os estímulos que recebe dos familiares e outras atividades na escola, bem como na interação com os demais à sua volta.

Infelizmente não é assim que acontece. A exploração do trabalho infantil se faz a cada dia mais presente em nossa sociedade. Não estou aqui falando da exploração agrícola , em minas de carvão ou qualquer outra modalidade mais agressiva de exploração de trabalho infantil.
Refiro-me à situação de crianças de rua . Pedintes ou vendedores de “balas , chicletes ou qualquer outro doce., o que não deixa também de ser uma exploração

Crianças que deveriam estar na escola , mas que por alguma razão que desconhecemos a fundo, tiraram-lhe o direito ao estudo ou lazer.
Ao nos deparar com tal situação, muitas vezes não sabemos como agir. Comprar ou não comprar? O que diz sua consciência?

Leiam o texto abaixo, uma cena com que me deparo várias vezes pelas ruas da cidade. E que qualquer um de vocês também possa ter vivenciado.
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Como agir diante de um rostinho triste que com vozinha baixa e chorosa te aborda e diz:
- “Moça, compra uma cartela de chicletes. O gás lá em casa acabou e eu preciso de dinheiro”.
A minha consciência me diz que não é certo. Que não devo incentivar aquela criança a usar desse artifício, um meio fácil de ganhar dinheiro nas ruas.
Mas como resistir a tal apelo?
 Pergunto onde está a mãe. Ela responde baixinho apontando com o dedo que a mãe está lá fora da loja onde nos encontramos.

Criança na rua pedindo ou vendendo “doces” é sinal de que alguma coisa não vai bem na família. Pode ser que haja alguém doente ou desempregado e a família necessite desse complemento para completar a renda.
Comprar ou não comprar? Eu até resisto e fico alguns minutos conversando com a pequena.
“Mas ela está vendendo, eu penso. Poderia estar pedindo ou roubando!

Eu ainda tento: Não tenho toda esse valor em trocados na carteira. Mostro o que tenho e ela aceita. Parece que a necessidade era grande na família, e tudo que vier é lucro!

Resultado: acabei ficando com a cartela de chicletes e ainda fiquei com remorso por não ter o valor total da compra. Saí da loja e ela continuou por ali abordando mais alguns clientes, o que , acho que deveria ser proibido.
Mas a exploração já começa daí: fica difícil “expulsar” uma criança da loja!

Evidentemente , a mãe ou quem quer que seja que a estivesse “usando” deveria estar de longe monitorando “o trabalho”. Enquanto a criança fica exposta a inúmeras situações de risco o melhor do trabalho seria feito pelo adulto: contar o dinheiro. 
Ou não! O responsável poderia também estar em alguma esquina vendendo algum outro produto, guardanapos por exemplo... A menina seria a "isca" para dobrar o salário. Na realidade não se sabe o que a fundo acontece na família.

Comprar a mercadoria eu sei que não ajuda no real sentido da palavra. É uma solução de emergência e apenas favorece o ciclo vicioso para dar continuidade a essa forma de ganhar dinheiro fácil nas ruas.

Uma situação que merece mais atenção de nossas autoridades. O ECA está aí para garantir à criança e ao adolescente o direito a um desenvolvimento saudável, o direito  à família , ao lazer e ao esporte.
Mas em nosso país , infelizmente encontra-se muita dificuldade em colocar em prática as leis , tornando-as praticamente ineficazes..

14/09/14 19:50:48

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Violência contra crianças! Uma covardia!


Casos em que babás agridem crianças sob sua responsabilidade, infelizmente tornam-se cada dia mais comum nos lares brasileiros.
Tanto que a necessidade de câmeras de monitoramento hoje são tão necessárias quanto o enxoval do bebê.
Pais desconfiados ou mesmo apenas como prevenção instalam as câmeras e esta medida de precaução em muitos casos tem impedido que as agressões tenham continuidade, assim diminuindo o risco em que se encontravam as crianças.
É grande a sensação de insegurança das mães. Muitas preferem que seus filhos sejam cuidados na “aparente” tranquilidade do lar, para que as crianças tenham uma rotina perto de seus objetos pessoais assim como também não corram risco de maior vulnerabilidade ao ficarem mais expostas às intempéries climáticas e até mesmos ficando mais sensíveis à doenças comuns em aglomerações nas escolinhas ou creches.
Mas nem as câmeras inibem a ação das “torturadoras” dos pequenos inocentes e indefesos.
Eu fico imaginando o que leva uma babá a agredir a quem deveria proteger. São pagas para isso e deveriam passar por uma triagem nas agências onde foram contratadas para avaliar sua aptidão para o trabalho com crianças.
O último caso de agressão cometida por babá, veio à tona na semana anterior e aconteceu em Cruz das Almas, cidade a 140 Km de Salvador, Bahia.
A mãe, notando mudança de comportamento em seu bebê de um ano e três meses, foi verificar as imagens nas câmeras de monitoramento e não conseguia acreditar no que via.
As imagens do vídeo são chocantes. Eu senti repulsa, revolta, indignação... Não se tolera agressões contra crianças em idade alguma. Mas, um bebê..indefeso, vulnerável … ali vítima de uma pessoa sem escrúpulos,é covardia! E, detalhe, além das agressões ainda comia o alimento do bebê.
A mãe, claro, despediu a babá, mas tudo com muito cuidado, porque de uma pessoa assim não se sabe o que se pode esperar.
Posteriormente ao ser denunciada, alegou disturbio psicológico por problemas familiares.
Ora essa, se não estava em condições psicológicas para cuidar de filho alheio, que fosse procurar outro emprego!
Sempre arumam uma desculpa. Nenhuma justificável. E , apesar das imagens serem claras , como não houve flagrante, a acusada vai aguardar em liberdade.
As imagens não seriam suficientes para uma punição mais severa?

Veja a notícia completa no link abaixo.