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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Salas de espera

Esperando...esperando...

Aguardar em sala de espera é sempre muito enfadonho e cansativo. Em se tratando de salas de espera em clínicas médicas ou hospitais, então mais maçante fica ainda. Problemas de saúde não podem ser adiados. Então, o que se tem a fazer é esperar e esperar... Não dá para desistir e voltar num outro dia.
Não entendo porque, mas os senhores médicos estão sempre muito atrasados. E devem pensar que também temos todo o tempo do mundo. Agendamos nossa consulta com uma antecedência absurda e, chegado o dia, temos que esperar muito tempo até que sejamos atendidos. Por vezes, esperamos horas. Outro dia vi uma paciente desistir e sair “pisando duro” após esperar mais de uma hora . Eu estava na mesma situação, mas ir embora , jamais. O remédio é tomar mesmo um “chá de cadeira” do que ter que voltar em outro dia.
Uma das mais frequentes queixas em consultórios médicos é o atraso na consulta. Sertá que uma agenda melhor organizada e uma melhor administração de seus horários não poderiam resolver o problema? Conheço poucos médicos que respeitam o paciente nesse sentido.
Às vezes é difícil controlar o atraso. Tem sempre osinesperados “encaixes” do qual todos nós em alguma ocasião nos valemos dele. Mas isso não deve ser uma constante. Só em caso excepcionais se deve lançar mão desse recurso. No restante, cada um que aguarde seu dia e seu horário.
E como passar o tempo que se arrasta milimetricamente quando estamos esperando?
As clínicas hoje em dia priorizam o ambiente. São sempe muito confortáveis com bons estofados, agúa chá bolachas , balas. Pelo menos enquanto esperamos nos entupimos de café e água e afanamos uma meia dúzia de balas.
Revistas, têm aos montes. Todas velhas e desatualizadas, muitas até rasgadas. A TV lá no alto, não tem som, porque numa sala de espera prioriza-se o silêncio. Então, já que teremos que esperar tanto, porque ainda não se pensou numa sala só pra TV? O paciente fica ali de olhos fixos forçando a audição a ver se consegue ouvir algo. Muitos até simulam um sorriso diante de certas cenas, assistindo ao cinema mudo.
Eu já desisti de ver TV em salas de espera. Prefiro folhear uma revista, mesmo que antiga . Fico ali folheando , lendo as manchetes e “olhando as gravuras”. Se algo me chama a atenção, então leio. Uma chatice. Bom mesmo é quando a gente não se esquece de levar a leitura de casa. Um bom livro faz toda a diferença.

No post abaixo conto alguns “casos reais “ de consultórios envolvendo “revistas”

domingo, 27 de maio de 2012

Devaneios e... inspiração


Palavras se entrelaçam,contam histórias. Falam da vida... falam de mim...

Manhâ de domingo! O frio característico da época atrasa a saída dos lençóis aconchegantes.
Uma chuveirada revigora...
Em menos de duas horas, a temperatura já mudou. Agasalhada como estou, sinto-me incomodada com o calor dentro da igreja. A mudança abrupta de temperatura surpreendeu muita gente.
Na volta para casa faz-se preciso rapidamente livrar-se dos agasalhos.
Enquanto preparo o almoço me programo para o chá da tarde que combinei na casa de uma amiga.
Fiz até um bolo para tornar nosso encontro mais acolhedor.
Não um bolo de festa que não sou boa nessa arte. Mas um bolo simples, bem fofinho, caseiro. Desses com sabor de amizade, sabor de gente feliz. Sem cobertura e sem recheio. Apenas um bolo para saborear com café ou chá na intimidade do lar.
Começou a esfriar de novo. Nuvens plúmbeas tingem o céu. Trovões ribombam estrondosamente. Hora de se agasalhar novamente. O frio aumenta, começa a chover. Os trovões continuam a ressoar ao longe. Relâmpagos riscam o céu.
A tarde com a amiga foi pro espaço.
Impossível sair. Chove a cântaros.
Computador desligado! Impossibilidade de ver TV. Com tantos relâmpagos assim, melhor desligar aparelhos elétricos para evitar acidentes.
A chuva deve estar causando estragos por aí. Parece que o céu se abriu e despejou toda água acumulada há tempos. Um verdadeiro dilúvio!
Na mesa um caderno, uma caneta...
Sento-me. As ideias vão brotando.
As palavras se entrelaçam, contam histórias. Falam da vida...falam de mim...
Lá fora a chuva continua. Tudo parou. Sinto-me sózinha ... isolada de tudo e de todos...
Apenas o som dos pingos da chuva quebram o silêncio com seu ritmo cadenciado.
Chuva que lava a calçada!
Palavras que deslizam no papel e lavam a alma!

Palavra puxa palavra
uma ideia traz outra ideia
e assim se faz um livro
um governo
ou uma revolução

machado de Assis

sábado, 31 de dezembro de 2011

Revirando as gavetas


Revirando as gavetas
Estive revirando as gavetas
Colocando-as em ordem
Limpando-as do pó acumulado com o tempo
Separando papéis
Rasgando uns
Jogando fora outros

Muitos papéis encontrei
Amarelecidos pelo tempo
Corroídos pelas traças
Outros de que já nem me lembrava mais
Esquecidos em um canto
Mas que significavam um marco importante
Na composição de minha história

E assim limpando as gavetas
Refleti que aquele gesto tinha um significado simbólico
Limpar as gavetas pode significar
Passar a vida a limpo

Revire suas gavetas
Dê um balanço em suas atitudes
Como anda seu compromisso
Com a família
Com o próximo
Com a comunidade?

Guarde desejos intensos
De Paz, Saúde, Prosperidade
 Valorização e respeito pela vida
Mas não apenas os guarde
Não os deixem esquecidos no fundo da gaveta
Transforme-os em realidade
Reveja conceitos
Recupere bons sentimentos

Não apenas alimente o desejo de um mundo melhor
Mas trabalhe por um mundo melhor
Assim todos juntos em comunhão fraterna
 Independente de raça, cor ou religião
Sentados à mesma mesa
Partilhando os mesmos desejos, os mesmos sonhos
A mesma alegria
O mesmo amor
Todos unidos no grande Abraço da paz!