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domingo, 8 de abril de 2012

Preciosidades da blogosfera

Viajando pelos blogs de amigos neste domingo de Páscoa, me deparei com essa bela mensagem de Páscoa, de autoria de minha amiga Angela.
Ângela foi uma de minhas primeiras amigas virtuais. Hoje já nos conhecemos pessoalmente e pude comprovar pessoalmente a beleza de pessoa que é. Inteligente e criativa, escreve como ninguem.
Senti-me tão tocada pela mensagem que vou transcrevê-la aqui. Ela diz que escreveu o texto para um amigo querido, mas são palavras de estímulo e esperança que  se estendem a qualquer pessoa.
Vale a pena conferir o blog da Ângela. Clique aqui.


Passe...

Quero lhe desejar uma feliz páscoa...
Lembrando que páscoa é passagem...
Mas não uma simples passagem, como aquelas que a gente compra no guichê...
Quero que você passe, daqui, de um momento de angústia e sofrimento,
para momentos de suprema paz e alegria...
De reencontro... Com você mesmo.
Com aquela pessoa maravilhosa, que ri e que chora, que sente, que sofre...
Mas que levanta, e sorri por inteiro, quando vê uma criança ou um jovem perdido, assim meio sem saber o que quer...
Precisando só ouvir falar de Deus...
Daquele Deus que não te deixa um minuto...
Que te puxa as orelhas quando te vê desanimado e que te diz sempre:
Vai, meu filho... continua!”.
Passe. Deixe a Sexta-feira da Paixão e viva o Domingo de Páscoa.
Vá ver o sepulcro e sinta-o vazio.
Saiba que Ele ressuscitou.
Alegre-se.
Esqueça as mágoas, as dores, os malfeitores, os incompreensíveis...
Sinta na carne a cicatrização das chagas...
Sinta no coração o reencontro com o Pai...
Não vou te dizer que não haverá outras Sextas-feiras da Paixão...
Mas posso dizer que muitas Páscoas virão.

Angela Rocha

sábado, 7 de abril de 2012

Feliz Páscoa

Esta é minha mensagem de Páscoa a todos que por aqui passarem. Seria muito bom ter vocês a meu lado . Vocês aí do outro lado da telinha, meus filhos e netos...
Mas , maravilhoso é esse mundo virtual que facilita nossa comunicação. Sintam-se todos abraçados e a cada um vai o meu carinho especial .
Que na fertilidade simbólica dos ovos de Páscoa todos encontrem a fertilidade da vida.
Uma Feliz Páscoa a todos!!!
Abraços!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sobre a abstinência de carne e o jejum

" De nada vale o jejum e a abstinência se não for acompanhado de gestos de piedade, caridade e amor ao próximo..."

A Igreja orienta a abstinência de carne, mas também abre possibilidades para outras práticas de mortificações, desde que sejam motivadas por um verdadeiro ato de conversão, de que isso leve o praticante a melhorar sua vida espiritual, aproximando-o mais de Deus e dos irmãos. Não podemos esquecer que, “a conversão se realiza na vida cotidiana por meio de gestos de reconciliação, cuidado dos pobres, do exercício e da defesa da justiça e do direito (cf. Am 5, 24; Is 1, 17), pela confissão das faltas aos irmãos, pela correção fraterna, pela revisão de vida, pelo exame de consciência, pela direção espiritual, pela aceitação dos sofrimentos, pela firmeza na perseguição por causa da justiça. Tomar sua cruz de cada dia, e seguir Jesus é o caminho mais seguro da penitência (cf. Lc 9,23)[10]. Em conformidade com a legislação eclesiástica, “a abstinência pode ser substituída pelos próprios fiéis por outra prática de penitência, caridade ou piedade, particularmente pela participação nesses dias na Sagrada Liturgia”[11]

 Eis o que São Francisco dizia sobre o jejum e abstinência:
“Devemos também jejuar e nos abster dos vícios e dos pecados e do supérfluo no comer e no beber” (2 CtFi 32)[13]. No pensamento de Francisco o jejum também tem valor enquanto é meio, ou pelo menos ajuda, no processo de conversão que, por sua vez, é vitória do Senhor sobre o espírito do próprio eu. “O objetivo do jejum é treinar o homem para dizer não a si mesmo, para estar, de alguma maneira, livre de todo impedimento e assim poder dizer sim a Deus e às exigências do reino”[14].
"Semana Santa: respeito e um olhar atento para a Santa Cruz"

Quero manifestar aqui o meu repúdio a essa forma moderna que muitos tem de viver a Semana Santa., principalmente a Sexta-feira Santa.
Não deixa de ser um feriado que além das funções religiosas pode ser reaproveitado para visitar familiares e reencontrar amigos.
Mas para muitos, as funções religiosas ficam em último plano. Para outros elas nem mesmo existem.
Planeja-se tudo: viagens, reunião com amigos, happy hours, cervejada e até churrasco!!!
Eu fico pasma com toda essa modernidade. Onde fica a disciplina exigida pela igreja no ato de abster-se da carne pelo menos na Sexta-feira Santa?  Onde fica o disciplinar-se,  o refrear a gula? E o fortalecer-se através da oração  nos privando momentaneamente de  de pequenos hábitos?
E a venda de bebidas alcoólicas na Sexta feira Santa, que em outros tempos nem se cogitava?
Aliás, lembro-me que pelo menos aqui em minha cidade os bares nem abriam. Outros reabriam sómente após as 15 horas, hora da morte de Jesus.
A quaresma toda era um período de respeito total. Concordo com o término das crendices que giravam em torno da quaresma, quase sempre histórias  contadas pelos nossos pais e avós. Durante a quaresma havia um certo mistério no ar. Muitas lendas e costumes que o tempo foi apagando.
Sim, vamos abrir mão das crendices. O mundo mudou. A Igreja mudou. Já deu largos passos em questões de fé. Está mais aberta, mais receptiva. O modo de expressar nossa fé pode ser outro. Mas nunca deve beirar a abusos , desrespeitos ou desleixos. A essência da quaresma e principalmente da Semana Santa deve ser preservada.
A Sexta-feira Santa então , deve ser um dia de respeito máximo , um dia de voltarmos nosso olhar para a cruz de Cristo e ver nela nossa redenção. A Cruz de Cristo foi o início de tudo. Pela Cruz temos a oportunidade de transformação , de nos limpar do pecado. A cruz é dor, mas é também vitória.
Ontem uma catequizanda enviou-me uma mensagem via celular perguntando se ela precisava ir à celebração do lava-pés .
Eu que pensei ter explicado convincentemente sobre o tríduo pascal, ri-me interiormente de minha santa ingenuidade. Ela não entendeu nada. Ou porque não prestou atenção suficiente ou porque para ela a instituição da Eucaristia e o gesto humilde de Jesus ao lavar os pés dos discípulos não significou nada. É tudo balela. Triste, mas eu não consegui levar a mensagem até seu coração.
Respondi-lhe que “Sem dúvida Jesus ficaria muito feliz com sua presença”. Mas ela não apareceu.
É essa nossa realidade hoje. Está difícil chegar até nossos catequizandos em questão de transmitir a fé. Os apelos do mundo falam mais alto.
Hoje ao me dirigir à igreja para a celebração das três horas da tarde, o que vi não só me decepcionou como também me indignou e até constrangeu.
Num bar próximo da minha casa e a uma quadra da Igreja uma rapaziada fechava a circulação de pedestres pela calçada. Faziam uma tremenda algazarra, todos com latinhas de cerveja nas mãos ao lado de um carro com o som na maior das alturas. Pelo jeito como se comportavam deviam todos já estar “altos”.
Eu, como tantos outros que passavam por ali naquele momento tivemos que mudar de calçada, para evitar maiores constrangimentos. E quem sabe também não incomodar os festejos dos jovens que curtiam alegremente seu “feriadão”.
Infelizmente é assim que se comporta a maioria dos jovens nos dias de hoje. Curtem a vida e deixam-se curtir por ela.
É saudável levar a vida com alegria, mas é preciso cuidado para não deixar que a vida os leve...
Grande é a nossa responsabilidade como catequistas , orientadoras da fé ...






Sexta- feira santa

 Um olhar para a cruz
"Pregar a Cruz a partir de Cristo significa ter consciência do pecado que faz morada em nosso coração e que causa tantas cruzes em nossas vidas"

Olhando para a cruz de Cristo, ao primeiro momento vem-nos a ideia de sofrimento, flagelação, dor, suplício... Aprofundando nosso olhar podemos encontrar ali toda bondade , doação e amor do crucificado pela humanidade.
Não se pode olhar par a cruz sem pensar em redenção. A cruz foi o caminho escolhido para a redenção da humanidade.
São palavras de Madre Teresa de Calcutá: “Se olharmos para a cruz de Jesus sabemos muito bem como Ele nos amou. Quando olhamos para a Eucaristia, sabemos muito bem como Ele nos ama”.
Jesus eucarístico é o Cristo ressuscitado que se dá a nós diariamente em comunhão. Ele está vivo no meio de nós.
A princípio pode parecer contra senso , mas olhar para a cruz com esperança gera vida, conforto , saúde.
Associando à C. F/2012: “Que a saúde se difunda sobre a terra”, podemos dizer que “Cristo assumiu a Cruz de todos os sofredores e sobre eles derrama a esperança de vida em plenitude”
O mistério da morte e ressurreição de Cristo nos aproxima da graça, do perdão e da paz.
Cristo é levantado na Cruz. É a chave da vitória sobre a morte e o pecado, vitória essa confirmada na Ressurreição.
Domingo de Páscoa da Ressurreição não tem qualquer significado sem este olhar atento para a Cruz de Jesus.
Elevar olhos confiantes para o Cristo crucificado é agradecer a doação extrema do amor de Deus por nós na pessoa de seu Filho Unigênito.
É tomar consciência de nossos pecados e a consequência que eles trazem em nossa vida.
Arrancar o pecado de nosso coração se consegue através de uma conversão contínua seguindo os passos da cruz.

"Quem procura  Cristo sem a Cruz acaba encontrando a cruz sem o Cristo. Mas quem procura o Cristo com a consciência de encontrar a Cruz como consequência dessa opção, encontrará Cristo Ressuscitado e com Cristo ele encontrará a Páscoa"

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Tudo pelo planeta!!!


O que podemos fazer pelo planeta?






O consumidor hoje teve que ser criativo e buscar novas alternativas de embalagem para suas compras no supermercado.
Não só na capital como também aqui onde moro começou a valer a lei da proibição das sacolas plásticas.
Eu, que sou sempre distraída, vivo passando por constrangimento na hora de carregar as compras.
Mas desta vez, consegui me garantir. Chega de pagar micos. Chega de sair carregando quarteirões abaixo mercadorias de forma desconfortável.
Então logo pela manhã, munida de minhas sacolas saí para as compras.
Estava estacionando o carro quando vi a dificuldade de um senhor idoso. Como ele não portava sacola alguma para as compras, o supermercado ofereceu uma caixa de papelão.
Empurrando vagarosamente a bicicleta, ele tentava sem sucesso algum equilibrar a caixa com a mercadoria no cano de sua bike.
Desci do carro a tempo de evitar que tudo fosse ao chão, inclusive a bicicleta.
Ficamos alguns minutos decidindo qual a melhor forma para transportar a mercadoria.
Era praticamente impossível carregar a caixa e ainda transportar a bicicleta.
Conversa vai, conversa vem, descobri que era um velho conhecido que há tempos não via.
Pareceu-memais velho com sério problema de visão. Assim não o reconheci de imediato.
Já estava para levar suas compras até sua casa, quando mencionei a ele as sacolas retornáveis oferecidas a preço irrisório pelo supermercado.
Ele me disse que não sabia dessa alternativa. Dificilmente sai às compras. Isso é tarefa para as filhas ou netos, alegou ele.
De posse das sacolas, o problema foi resolvido. Pendurou-as no guidão da bicicleta e assim pode transportar suas compras sem o perigo de perdê-las pelo caminho, embora vagarosamente.
Insisti, mas ele preferiu ir caminhando, pois sua casa não era tão longe..
Fiquei pensando em como é difícil sair da zona de conforto para explorar novas alternativas . Hábitos arraigados necessitam tempo para uma nova adaptação.
Mas, tudo pelo planeta!
Eliminar as sacolinhas plásticas é concientizar a população a usar meios ecologicamente corretos para carregar suas compras.
Mas num mundo onde quase tudo é embalado ou feito em plástico eu me pergunto: como acabar com tanto plástico?
Acabar com as sacolinhas é sem dúvida uma boa iniciativa, mas muitas outras medidas com certeza deverão ser tomadas futuramente.


terça-feira, 3 de abril de 2012

Gosto de escrever...

"Escrever é fechar os olhos e conversar com o coração"

Durante a semana anterior, meu Kantinho ficou meio que abandonado.
Mas confesso que, entre os diversos compromissos a que estive ligada esta semana, o desejo de estar aqui me comunicando era intenso. Mas o tempo me era escasso. E não acho correto apenas escrever por escrever. As ideias surgem, mas o texto deve ser pensado, refletido e escrito levando em conta o leitor, nosso principal crítico e otimizador . E faltou-me esse tempo.
Mas eu vou me organizando e tentando colocar em dia meu compromisso tanto de escrecer quanto de visitar outras páginas.
Gosto de escrever. Falar das coisas simples da vida, do meu cotidiano. A observação é a minha maior aliada. Utilizo como matéria meu dia a dia, o contato com as pessoas, a natureza. Gosto de falar da natureza e a comunhão do homem com a mesma.
Gosto de mensagens que falam ou sugerem o amor e o respeito ao próximo. agrada-me também descobrir outros estilos literários e refletir sobre as diversas maneiras de pensar.
E assim vou dizendo o que faço, o que penso, desvendando eu mesma meus pequenos segredos. Descobrindo segredos alheios...
Encontrei no ato de escrever uma maneira de libertar o que se encontra preso dentro de mim, extravasar emoções, provocar sensações …
Eu acredito no poder transformador das palavras.
Palavras mal colocadas tem o poder de destruição. O contrário acontece com palavras bem colocadas. Elas tem o poder construtivo que faz com que possamos rever ou acentuar conceitos. Acrescentam algo em nossa vida. Porque trazem entusiasmo, oferecem esperança, conforto e motivação.
E é com esse objetivo que sento-me à frente do computador ou rabisco páginas e páginas de papel.
Hoje sinto-me aliviada por estar aqui podendo escrever essas palavras.
Não tenho pretensão literária, mas acredito que escrever é uma das formas de fazer história e não ser apenas mais um elemento do quadro no universo..
Escrever é a prova de que podemos ser eternos, é deixar raízes...